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Parte dos farmacêuticos não adere ao movimento

Um dia após o anúncio de greve de farmacêuticos em Belém a impressão era de que nenhuma paralisação ocorria na cidade. Todas as unidades de grandes redes de drogarias funcionavam normalmente, com a presença de seus profissionais regulares. O cenário foi

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Um dia após o anúncio de greve de farmacêuticos em Belém a impressão era de que nenhuma paralisação ocorria na cidade. Todas as unidades de grandes redes de drogarias funcionavam normalmente, com a presença de seus profissionais regulares.

O cenário foi uma reação à paralisação de ontem da categoria, deflagrada pelo sindicato dos trabalhadores. Segundo o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Pará, César Gomes, o cenário ameno é resultado de diversas negociações iniciadas individualmente com cada empresa. “Infelizmente é complicado fechar acordos com cada uma das empresas, porque o sindicato patronal não se mobilizou como representante delas. Mas confiamos nas empresas e temos que dar uma solução para a categoria, então essa é a única saída. A expectativa é de que até sexta-feira (20) a paralisação seja oficialmente encerrada”, afirmou.

Um alívio para Armando Junior, gerente de uma unidade da rede Extrafarma, no conjunto Panorama XXI. “Na segunda não vendemos remédios com receita, desde antibióticos aos de tarja preta, porque nossas funcionárias paralisaram, mas hoje (ontem) já está tudo regular”, garantiu. Lívia Nepomuceno, uma das farmacêuticas, retomou as atividades depois da orientação do sindicato que informou que a rede já iniciara processo de negociação. “Fiquei feliz porque precisávamos garantir nossos direitos, fortalecer a categoria. Outros profissionais virão no futuro e é bom que eles já tenham essas conquistas asseguradas, como piso e jornada de trabalho”.

ACORDOS
Em estabelecimentos tradicionais alguns profissionais sequer pararam, pois já haviam feito acordos com os patrões. Era o caso da Silvana Sibele, farmacêutica da Drogaria Santo Antonio, no bairro do Marco. Há três anos ela pode se considerar privilegiada de não trabalhar finais de semana, sem feriados e apenas em horário comercial. “É uma qualidade de vida bem melhor. Trabalhei por muitos anos em grandes redes e sei da sobre carga de trabalho lá, por isso entendo a manifestação. Mas não tenho esses problemas aqui”, comentou. (Diário do Pará)

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