Segundo informou quinta-feira (19) a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), de janeiro até março deste ano, 462 casos de dengue foram confirmados em Belém. O índice é 42,39% menor que o mesmo período do ano passado, quando o número de casos confirmados chegou a 802, diz a Sesma. Os dados foram apresentados ontem, um dia após a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ter divulgado que a capital paraense é a que apresenta o maior número de casos suspeitos da doença, em todo o Pará.
Dos 13.345 casos de dengue notificados no Estado, 2.274 foram em Belém. A coordenadora do Departamento de Vigilância e Saúde da Sesma (Deves), confirmou que o número de casos de dengue notificados em Belém até o mês passado é o mesmo que a Sespa divulgou: 2.274. No entanto, deste total, somente 462 foram confirmados, diz Carlene.
Ela ressaltou ainda que as ações de prevenção e combate à doença depende, em muitas circunstâncias, desses registros de notificação para poder agir com eficácia. “As medidas de controle são desencadeadas a partir das notificações, que podem chegar por meio de denuncias pelo Disque-Dengue (3277-2485) e também pelas informações que chegam das Unidades de Saúde”, comentou.
Carlene frisa que é muito provável que, em comparação com outros municípios, Belém sempre esteja entre os primeiros lugares em casos de suspeita de dengue por causa do número de habitantes e pela urbanização da cidade que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypt.
“O mosquito é de espaço urbano, digamos assim. É impossível acabar com a dengue, mas podemos trabalhar para evitar que haja surtos, epidemias e até mortes por causa da doença”.
Carlene chama a atenção para o número de notificações provenientes do bairro do Marco. Só nesta área são 182 notificações, com 33 casos de dengue confirmados. Outros dois bairros também recebem uma atenção redobrada da Sesma por conta das notificações de dengue, são eles: Pedreira – com 165 notificações, sendo 31 casos confirmados; e o Tapanã com 109 notificações, destes 25 também foram confirmados.
Dos casos confirmados ao longo dos três primeiros meses deste ano, nenhum destes resultou em morte do paciente. No entanto, já se tem registro de um caso de dengue hemorrágica e mais três que apresentaram algum tipo de complicação.
Contudo, Carlene Castro considera que a situação de Belém “é confortável” em relação a dengue, pois os números apontam para uma redução das notificações e confirmações da doença.(Diário do Pará)
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