Os taxistas que trabalham em pontos autorizados pela Companhia de Transportes de Belém (Ctbel) reclamam de supostas falhas cometidas pelo órgão municipal, que tenta reorganizar o trânsito na cidade. Nas travessas Alcindo Cacela, Generalíssimo Deodoro, 9 de Janeiro, 14 de Março, no bairro de Nazaré, onde a Ctbel determinou que os taxis só podem ficar estacionados do lado esquerdo das vias, ainda prevalece uma certa confusão. Alguns trabalhadores alegam que a companhia superlotou alguns pontos, enquanto que em outros não se sabe quando serão remanejados. A intervenção acontece há dois meses.
Na Alcindo Cacela, entre Conselheiro Furtado e Gentil Bittencourt, a sinalização horizontal do lado direito da pista foi apagada e uma nova feita no lado esquerdo. Contudo, a sinalização vertical não foi removida e os taxistas ainda permanecem no lado direito da via – que até então, está irregular segundo a Ctbel.
O taxista Paulo Prinio, que pertence à Associação dos Taxistas da Alcindo Cacela com a Conselheiro, informa que as mudanças deveriam ter acontecido há dois meses quando a Companhia começou as obras de sinalização – mas que não foram concluídas. “Eles pintaram o asfalto, mas ainda não comunicaram quando a decisão começa a vigorar aqui na área. A placa ainda está aqui e não foi removida”, apontou.
Ele ressalta que na mesma via, só que próximo à avenida José Malcher, o ponto foi remanejado e os taxistas que trabalhavam naquele perímetro estariam tendo prejuízos com a mudança. “Estes pontos funcionam por aqui há mais de 20 anos, é complicado mudar alguma coisa agora”, considera Paulo.
Na Generalíssimo Deodoro, próximo à avenida Nazaré, funcionavam dois pontos de taxi: um do lado direito da via e outro no lado esquerdo. Com a retirada do ponto do lado direito, o que funciona do lado esquerdo ficou com uma espécie de super-lotação. Ontem, por exemplo, havia oito carros estacionados num espaço que está reservado somente para sete veículos. “Eu cheguei a perder uma faixa de quinze clientes por dia, porque eu trabalhava em frente à clínica que funciona do outro lado da via. Muitos pacientes são deficientes e tem dificuldades para se locomover e até atravessar rua, então eles chamam o táxi que está passando pelo local porque daqui não temos como manobrar até a clínica”, lamentou o taxista Jailson Saldanha.
Enquanto os taxistas reclamam, há moradores e pedestres que aprovam a regularização dos pontos autorizados. Entre eles, o trabalhador autônomo José Nazareno, que percebeu maior fluidez no trânsito depois que os táxis ficaram estacionados somente no lado esquerdo da Generalíssimo.
A reportagem procurou a Ctbel para obter esclarecimentos em relação às queixas dos taxistas, principalmente os que trabalham na Conselheiro, porém fomos informados que o diretor de Trânsito, Elias Jardim, estava em reunião. A assessoria de imprensa do órgão ficou de enviar uma nota de esclarecimento, mas até o fechamento da matéria não recebemos nenhuma resposta. (Diário do Pará)
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