Não há uma Amazônia. São várias as amazônias, com suas economias distintas, culturas e fatores ambientais. E lidar com essa biodiversidade regional e local é um grande desafio. “Acho que é o maior desafio do desenvolvimento sustentável regional”, destaca a pesquisadora do Museu Goeldi, doutora Ima Vieira, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia no I Simpósio Regional de Jornalismo Científico na Amazônia, organizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Embrapa Amazônia Oriental, ocorrido dia 23 de março, no Museu Goeldi, em Belém.
Atender a demanda de diferentes grupos, que vivem na Amazônia, requer a visibilidade da orientação econômica dos grupos que são consumidores, que vivem de renda, que têm lucros e categorias econômicas muito distintas. “Cada um desses grupos socioeconômicos e socioambientais tem demandas diferentes”, explica Ima Vieira.
Para descobrir essas diferenças entre os grupos locais, Ima realizou pesquisa, a ser lançada na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho de 2012 no Rio de Janeiro. O estudo demonstra uma grande diversidade nos indicadores sociais e econômicos entre todos os estados da Amazônia. “O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é muito baixo, um dos mais baixos do Brasil. Níveis do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são muito baixos, com exceção recentemente do Mato Grosso, que se ressalta e aponta um IDH um pouco maior que os dos outros estados”.
A pesquisa aponta também que a porcentagem da população que vive abaixo da linha de pobreza é muito alta, principalmente no Maranhão. “A média do Brasil é de 21,4%. E os estados da Amazônia estão todos acima desse valor, com destaque para o Maranhão e o Pará que possuem maior porcentagem de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza -41% e 36,7%, respectivamente. Todos têm uma porcentagem muito alta, comparada à média brasileira”, ressalta a pesquisadora. Leia mais no Diário do Pará.
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