Clientes da construtora Porto Rico que começaram a pagar ainda na planta casas do condomínio “Vila Rica”, em terreno localizado na rodovia BR-316, quilômetro 07, literalmente cansaram de esperar o projeto sair do papel e denunciaram os proprietários da construtora, Carlos Sanches Pardina e Urutaimbe Guarani Aguiar ao Ministério Público e à Delegacia de Investigações e Operações Especiais (Dioe). O primeiro cliente denunciou a empresa no início deste ano ao Ministério Público, que encaminhou o caso à Delegacia do Consumidor da Dioe. Na sexta-feira passada, 20, mais dez clientes formalizaram denúncia à mesma delegacia, o que, segundo a polícia, acabou dando mais subsídios ao inquérito instaurado.
As investigações já atestam que a construtora Porto Rico funcionava na sala 504 de um edifício localizado no quilômetro 0 da BR-316. Depois, a empresa assumiu o nome de Sampaio Engenharia, que funcionou no mesmo prédio, mas em uma sala vizinha, e, por último, a empresa assumiu o nome de Cumaru, e fica localizada no mesmo terreno onde seria edificado o condomínio, mas, no local, trabalha somente um funcionário que não tem outras informações. Ou seja, a construtora Porto Rico ganhou ares de empresa fantasma.
Segundo a delegada Rosamalena Abreu, que está à frente do caso, os clientes chegaram a gastar cerca de R$ 20 mil para realizarem o sonho da casa própria. Muitos gastaram as reservas que vinham guardando há anos no empreendimento. “Até agora não conseguimos localizar os proprietários [Carlos e Urutaimbe]. Averiguamos os endereços que eles declaram no contrato social da empresa, mas ele não bate”, informou a delegada.
RECOMENDAÇÕES
Clientes que pretendem adquirir um imóvel devem se cercar de cuidados. “É recomendável que se verifique a credibilidade da empresa no mercado, se tem CNPJ. Se for financiar, procurar ver se tem o aval da CAIXA ou do banco através do qual será feito o financiamento”, exemplificou a delegada Rosamalena.
Os proprietários da construtora Porto Rico estão sendo indiciados por estelionato, induzimento do consumidor ao erro e fraude do consórcio. Caso seja descoberto mais um participante no suposto esquema, eles ainda poderão ser indiciados por formação de quadrilha. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar