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Comissão vai apurar fraude no Ipamb

A farra com o dinheiro público promovida por servidores do Instituto de Previdência do Município de Belém (Ipamb) e denunciada pelo DIÁRIO chegou à Câmara Municipal de Belém. A sindicância para apurar se houve fraude nas compras em duas redes de farmácias

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A farra com o dinheiro público promovida por servidores do Instituto de Previdência do Município de Belém (Ipamb) e denunciada pelo DIÁRIO chegou à Câmara Municipal de Belém. A sindicância para apurar se houve fraude nas compras em duas redes de farmácias de Belém chegou a cinco nomes. A comissão que apurou o caso encontrou fortes indícios de fraude. Segundo o presidente do Ipamb, Oséas Batista Silva Júnior, investigações preliminares apontam um montante de cerca de R$400 mil desviados pelo grupo.

“Quatro destas figuras ocupavam cargos estratégicos dentro do instituto como servidores temporários e conheciam o funcionamento deste convênio. Todos foram exonerados. Quanto ao quinto nome encontrado pela comissão, ele sequer aparece como funcionário público municipal em levantamento preliminar feito pela Secretaria de Administração”, desabafou, sem citar os nomes.

O coordenador do SindSaúde, Samuel Leal, questionou Oséas quanto à fiscalização desses servidores.. “Se existe um limite estabelecido de trezentos reais para que cada servidor possa comprar nas farmácias, como este grupo conseguiu adquirir bens supervalorizados, como TVs e computadores? É preciso investigar também a participação de funcionários da própria rede que deixavam isso acontecer”, disse.

Essas dúvidas serão esclarecidas pela comissão que vai apurar o caso administrativamente. “Será formada ainda esta semana uma comissão de processo administrativo disciplinar, que deve investigar profundamente o caso e inclusive punir criminalmente os envolvidos”. Oséas explicou que há cerca de um ano foi instituído pela Ipamb um novo cartão do cidadão para realizar essas compras. Mas muitos servidores se recusavam a usar o novo modelo. “Por isso precisamos validar os dois por alguns meses. Acontece que nosso sistema estava consignando apenas os valores cobrados no cartão novo. É justamente este valor, que soma quase 3 milhões, que está sendo equivocadamente interpretado como desviado”, completou.

Para o vereador Otávio Pinheiro (PT), muita coisa precisa ser esclarecida. “Solicitei cópias do relatório da sindicância para estudarmos a necessidade de criação de uma CPI para investigar o caso. Aprovamos nesta Casa o aumento do desconto em folha para que os servidores tivessem acesso aos serviços do Ipamb, e agora nos deparamos com esse rombo. O que temos visto é a contínua precariedade do órgão”, criticou. (Diário do Pará)

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