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Médicos cobram aumento

“Se os planos de saúde continuarem agindo como estão, a tendência é que no futuro nós tenhamos planos de saúde sem médicos”. Esta foi a frase do médico João Gouveia, diretor administrativo do Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Pará), para explicar a adesã

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“Se os planos de saúde continuarem agindo como estão, a tendência é que no futuro nós tenhamos planos de saúde sem médicos”. Esta foi a frase do médico João Gouveia, diretor administrativo do Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Pará), para explicar a adesão dos médicos paraenses à paralisação nacional da categoria, que ocorreu quarta-feira (25). Médicos de várias cidades do país deixaram de trabalhar para alertar a população sobre medidas adotadas pelos planos de saúde e reivindicar direitos trabalhistas. A principal exigência foi o reajuste de honorários de consultas, que nos últimos dez anos teria sido 100% inferior em comparação ao aumento das mensalidades dos planos.

Pela manhã, os manifestantes fizeram um ato público em frente à sede do Sindmepa, na rua Boaventura da Silva, no bairro do Umarizal, e deram cartão vermelho aos planos de saúde. Médicos desmarcaram consultas e a paralisação prosseguiu ao longo do dia. Segundo o Sindmepa, muitos médicos estão participando do XVI Congresso Médico Amazônico, que ocorre em Belém, e, portanto, não iriam aos hospitais de qualquer forma. A partir de hoje quinta-feira (26), o atendimento deve estar normalizado.

João Gouveia chama atenção para o descaso que alguns planos de saúde têm com os usuários. “Nós também estamos pedindo a contratualização para evitar as interferências dos planos nos nossos serviços. Nós não podemos pedir alguns procedimentos de alta complexidade essenciais para o paciente porque os planos querem cortar gastos. Isso é totalmente antiético”, denuncia o diretor do Sindmepa.

De acordo com o médico, a “contratualização” também regularizaria o reajuste anual dos salários. “Muitos médicos de especialidades como neurocirurgia ou pediatria estão deixando os planos. Cada vez mais os médicos estão se especializando para atender em clínicas particulares ou diminuindo o horário de atendimento nos planos”, afirma João Gouveia. Alguns planos de saúde estariam pagando R$ 23 por consulta, R$ 57 a menos do que o previsto na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). O Sindmepa também pede que os planos adotem a edição atual da CBHPM - em Belém estaria em vigor uma edição defasada. (Diário do Pará)

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