Os motoristas e cobradores de ônibus da empresa Viação Forte só deram início às atividades após as 7h30 desta quinta-feira (26). De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), os rodoviários atrasaram propositalmente a saída das garagens, em protesto pela falta de segurança e infraestrutura nos finais de linha.
Ontem, os rodoviários das linhas Curuçambá/Ver-O-Peso e Curuçambá/Iguatemi, da empresa Vialoc, e Curuçambá/UFPA, da Forte, fizeram uma paralisação e recolheram os veículos para a garagem às 21h, antes do horário normal, deixando a população sem transporte.
No início da manhã de hoje, a ausência coletivos da Viação Forte pegou de surpresa centenas de usuários. Em vários bairros do município de Ananindeua, as paradas de ônibus amanheceram lotadas. Segundo informações da Viação Forte, cerca de 300 ônibus da empresa já estão circulando.
A categoria protestar contra a falta de segurança no final da linha dos ônibus e também reivindica reajustes nas remunerações de vale alimentação. Segundo o presidente do Sintram, Márcio Amaral, a média de assaltos e tentativas de assaltos “é de praticamente um por dia” no final da linha. Ele disse estar recolhendo os Boletins de Ocorrência (BOs) feitos pelos trabalhadores na polícia, para provar às autoridades a realidade que eles enfrentam todos os dias.
Na última tentativa de assalto registrada no local, na noite de segunda-feira, dois bandidos em uma moto atiraram no ônibus, tentando acertar o motorista, que arrancou quando percebeu a ação criminosa. “Nós queremos chamar a atenção não só da polícia, mas também das empresas que têm que dar condições dignas e de segurança de trabalho”, afirmou o presidente do Sintram.
Os rodoviários querem que a Polícia Militar reative o PM Box construído pelos próprios moradores no local - abandonado há cerca de sete anos – e coloque uma viatura de plantão no horário das 19h à meia-noite, quando acontece a maioria dos assaltos.
(DOL, com informações da Rádio Clube e Diário do Pará)
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