A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) participou nesta quinta-feira (26) da oficina macrorregional para o planejamento e avaliação das ações de controle das DSTs/ Aids e hepatites virais para os povos indígenas da região Norte. O evento ocorreu no auditório do hotel Hilton, em Belém, e teve como objetivo a elaboração de um plano estadual efetivo para garantir a assistência à saúde indígena no Estado.
O encontro foi promovido pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Departamento de DST/ Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e pelas coordenaçõesestaduais de hepatites virais e de saúde indígena e populações tradicionais. Foram discutidas a vigilância epidemiológica e a notificação dos casos das doenças sexualmente transmissíveis entre a população indígena; as diretrizes técnicas para ações de promoção e prevenção; além de propostas que visam à redução da transmissão vertical destas doenças na comunidade indígena. Atualmente no Pará existem 23.490 pessoas indígenas distribuídas em cerca de 170 aldeias.
Segundo a técnica do Departamento de DST/ Aids do Ministério da Saúde, Ana Mônica Mello, na região Norte existe uma grande concentração de populações indígenas, por isso é de suma importância a elaboração de um plano eficaz para estas comunidades. “A Amazônia é uma área endêmica para as hepatites virais. A dificuldade de acesso interfere na assistência, e isso pode agravar a situação, mas percebo que o Estado tem trabalhado de forma articulada para garantir um plano que garanta a assistência a todos os povos indígenas”, afirmou.
Entre as propostas do Pará estão a capacitação de profissionais de saúde em abordagem síndrômica; e o aconselhamento e transmissão vertical, também para os profissionais de saúde dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas envolvendo gestores e condenações dos municípios que abrangem as aldeias. A qualificação será promovida pelas coordenações de hepatites virais e de saúde indígena para o diagnóstico de doenças como HIV e sífilis.
Em março deste ano a Sespa fez, no município de Cumaru do Norte, sudeste paraense, ações de prevenção às hepatites B, C e D. O trabalho, que beneficiou moradores das aldeias Gorotire-Kayapó e Ladeira, teve a parceria do Hospital Regional Público do Araguaia, por meio do projeto Hepatoproteção. Segundo a coordenadora estadual de Hepatites Virais, Cisalpina Cantão, a finalidade é fortalecer as ações de combate à doença nas comunidades indígenas, dar condições de prevenção e contribuir para o planejamento de outras ações.
A meta é ampliar a cobertura vacinal das hepatites virais em 100% da população indígena. “A ideia é informá-los sobre a importância do exame sorológico e assim evitar a evolução da doença para cirrose ou até mesmo câncer de fígado”, informou. Segundo a coordenadora estadual de Saúde Indígena, Tamar Monteiro, o intuito é promover novos eventos para o fortalecimento da atenção à saúde indígena, principalmente na atenção básica.
“Nossa objetivo é fortalecer nossas ações para garantir a assistência integral a toda população indígena do Estado”, concluiu ela, informando ainda que, por meio da coordenação de Saúde Indígena, a Sespa estará na Semana dos Povos Indígenas do Pará, organizada pelo Comitê Intersetorial de Política Indigenista do Pará, de 21 a 25 de maio, no Parque dos Igarapés. (Ag. Pará)
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