Com muito cuidado e atentas a todos os detalhes, as crianças da escola Walter Leite Caminha, no bairro do Bengui, observavam as dobraduras de papel ganharem forma e se transformarem aos poucos em uma réplica do teatro Gasômetro, a segunda maquete da coleção “A Era do Ferro”, encartada Quinta-feira (26) no DIÁRIO. O projeto, que terá nove maquetes ao todo, é uma iniciativa do grupo Rede Brasil Amazônia (RBA) de Comunicação, com o patrocínio da Vale e o apoio do Museu da Universidade Federal do Pará (Mufpa). Toda quinta-feira, uma maquete que remete às edificações de ferro que foram erguidas na capital paraense durante a Era da Borracha é publicada.
Em algumas escolas, as maquetes estão sendo utilizadas como uma importante ferramenta para auxiliar os alunos nas aulas e nas pesquisas. Ontem, os estudantes passaram a manhã se divertindo com a montagem das peças. Kauã Souza, 8 anos, era um dos mais empolgados com a atividade. Após ver sua maquete do teatro Gasômetro pronta, ele ficou orgulhoso com o resultado. “Foi fácil de montar. Aprendi que as coisas feitas de papel ficam bem parecidas com o real. Já tinha escutado falar do teatro e acho que ficou bem parecido com o original”, disse. Já Kécia Ferreira, 8 anos, ainda não conhecia o teatro, mas se disse encantada com a beleza do lugar. “Achei muito bonito, agora quero conhecer pessoalmente”, contou. A jovem Miriam Ribeiro, 11 anos, viu nas maquetes uma maneira a mais de estudar os conteúdos do ano letivo. “Eu gosto muito de montar e ainda não conhecia esse teatro. É bom porque esse é o tema que estamos estudando na escola, sobre Belém”, afirmou.
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Para a diretora da escola, Patrícia Oriolli, o projeto representa para os alunos uma maneira mais didática de assimilar o conhecimento. “Essa é uma iniciativa muito bacana, que vem contribuir para os alunos conhecerem um pouco mais sobre o assunto. Eles aprendem mais e os professores vão poder explorar essas maquetes na sala de aula”. Professor de artes, Carlos Oliveira ressalta que, mais que conhecimentos, a montagem das maquetes traz outros benefícios aos alunos. “Esse trabalho é importante porque ajuda a desenvolver a coordenação motora. Eles trabalham dobraduras e também a concentração, além da história da cidade. Quando eles passarem na frente dos monumentos agora, com certeza vão ter outro olhar”.
MAQUETES
As maquetes do projeto são tipologias de chalés, galpões, caixa d’água e outras arquiteturas construídas de ferro, no período do Ciclo da Borracha, em que Belém passava por um processo de intensa modernização. O teatro Gasômetro, retratado ontem, foi erguido no final do século XIX e pertenceu à Companhia de Gás do Pará, sendo doado em 1998 para a Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Fazem parte da primeira etapa do projeto as maquetes do Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, Relógio de Ferro, Farol de Salinas, coretos de praças, reservatório de água de São Brás, galpões da Companhia Docas do Pará (CDP) e o chalé de ferro do Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). (Diário do Pará)
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