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Demolição de prédio assusta vizinhança

Estudantes da Faculdade Estácio do Pará - FAP levaram um susto na tarde de quinta-feira (26). Um forte tremor fez as salas do prédio “D” da instituição esvaziarem-se por completo. As salas foram rapidamente evacuadas antes que surgisse uma explicação para

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Estudantes da Faculdade Estácio do Pará - FAP levaram um susto na tarde de quinta-feira (26). Um forte tremor fez as salas do prédio “D” da instituição esvaziarem-se por completo. As salas foram rapidamente evacuadas antes que surgisse uma explicação para o incidente. Segundo a direção da faculdade, o problema foi causado pelas obras de demolição de um antigo moinho localizado às proximidades da FAP, na esquina das ruas Municipalidade e Almirante Wandenkolk.

De acordo com o diretor geral da faculdade, Ricardo Gluck Paul, a construtora responsável já foi acionada pela para prestar esclarecimentos sobre as condições de segurança do serviço que executa no moinho, que em março provocou um incidente parecido.

“A Cyrela [construtora responsável] garantiu que a obra não gera nenhum problema de infra-estrutura no entorno. Estamos confiando no laudo da empresa, acreditando que eles trabalham seguindo as normas de segurança. O que sentimos falta é de um aviso sobre as demolições, se soubéssemos com antecedência poderíamos comunicar aos alunos e evitar esse susto maior”, justificou o diretor.

Acionada, uma equipe do Corpo de Bombeiros fez uma vistoria no prédio da faculdade que passa por uma obra de ampliação das instalações e por onde circulam diariamente mais de quatro mil alunos. Ao final da inspeção, a segurança foi garantida. “Não observamos nada que comprometa a infra-estrutura do prédio, por isso não há risco de queda. Existem algumas fissuras em determinadas paredes de compensado usadas apenas para dividir uma sala da outra. As pessoas podem ficar tranquilas”, assegurou o tenente Noé, que comandava a operação do Corpo de Bombeiros.

CONSTRUTORA
Passava das 16h quando se sentiu o tremor na área em redor do moinho. O guardador de carros Fernando Lima conta que desde que a obra teve início os sustos tornaram-se frequentes. “Todo dia isso aqui treme. Eu nunca tinha sentido medo como hoje. Eles picotam a parede inteira e põem abaixo. Além do barulho, sobe uma poeira danada. Tem umas umas vizinhas idosas que sofrem”, conmentou Fernando.

“Toda vez que derrubam uma barra no moinho acontece isso. Eu já nem me assusto mais. Ainda bem que está chegando ao fim”, desabafa Manoel Vasconcelos, vizinho da obra. O irmão dele, Marcos Vasconcelos, conta que em algumas casas os frequentes tremores causam mais que susto. “Tem vizinho que reclama de rachadura nas paredes das casas”.

Em documento enviado à FAP, a Cyrella Empreendimentos Imobiliários garante que a obra de demolição do antigo moinho obedece a todos os requisitos legais e que, portanto não oferece risco aos imóveis vizinhos.

Para a empresa, os tremores estão “dentro da normalidade”. Ainda assim, diante do pedido da faculdade, a empresa afirmou que um laudo técnico para constatação da normalidade já teria sido contratado e será entregue assim que possível. (Diário do Pará)

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