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O adeus às vítimas da Alça Viária

Os corpos das nove vítimas fatais da tragédia da Alça Viária, ocorrida na última terça-feira (24), começaram a ser velados no final da noite de anteontem (25). Pessoas que saíram de suas casas no município de Tailândia, num micro-ônibus cedido pela prefei

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Os corpos das nove vítimas fatais da tragédia da Alça Viária, ocorrida na última terça-feira (24), começaram a ser velados no final da noite de anteontem (25). Pessoas que saíram de suas casas no município de Tailândia, num micro-ônibus cedido pela prefeitura, para cuidarem da saúde na capital, retornaram, para a dor de familiares e amigos, dentro de caixões.

“Por que, meu Deus? Por quê?”, lamuriava a filha de Roseny de Souza Santos, 46 anos, que tinha ido saber o resultado de exames pós-operatórios em Belém. Ela foi uma das sete vítimas que morreram na hora, após a colisão do micro-ônibus com uma carreta. O corpo dela foi um dos primeiros a serem liberados. Dezenas de vizinhos e parentes se apertavam na modesta sala do casebre de dona Rosa, como era conhecida, para prestar a última homenagem.

Um pouco depois, chegava a um pequeno barracão o corpo do ajudante de pedreiro Antônio Silva Nascimento, 32 anos. Ele havia ido a Belém levar o filho Wemerson da Silva Nascimento para cuidar do braço com suspeita de fratura. O garoto é o mesmo citado pelo DIÁRIO na matéria sobre a tragédia, publicada na última quarta. Da mesma forma como ele foi encontrado na terça, quase catatônico, no carro dos bombeiros, estava diante do caixão. Calado. Não chorava. Não sorria.

Somente depois das duas da manhã o corpo da professora Raimunda Brilhante foi finalmente velado na quadra do ginásio municipal Werner Krombauer, onde, mais cedo, centenas de pessoas a aguardavam. Mas inúmeras faixas e arranjos de flores ainda davam clara ideia do carinho que o povo de Tailândia tinha por ela. Em volta do caixão, se abraçaram o marido Manoel Raimundo, a filha dela, Aline Michele, a ex-nora e o sogro. Quatro pessoas que sempre estarão unidas em torno da saudade comum. Leia mais no Diário do Pará. (Diário do Pará)


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