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Caça a ‘voto evangélico’ mobiliza pleito municipal

A proximidade das eleições municipais não movimenta apenas os partidos políticos. Outras instituições da sociedade civil já se mobilizam em torno do processo. As que mais chamam a atenção são as igrejas pentecostais e neopentecostais. Diferente do que oco

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A proximidade das eleições municipais não movimenta apenas os partidos políticos. Outras instituições da sociedade civil já se mobilizam em torno do processo. As que mais chamam a atenção são as igrejas pentecostais e neopentecostais. Diferente do que ocorre com as agremiações católicas - onde o apoio explícito a um candidato costuma ser tratado quase como tabu - os evangélicos escancaram suas preferências e o apoio deles costuma ser disputado por candidatos de todas as crenças porque, em geral, pode ser decisivo na disputa.

O processo mais sofisticado de escolha dos ungidos com o apoio da igreja ocorre entre os fiéis da Quadrangular, uma das maiores agremiações religiosas do Pará, com estimados 100 mil fiéis apenas na capital paraense. Para decidir quem apoiará, a igreja, que tem entre seus líderes o deputado estadual Martinho Carmona (PMDB), iniciou as discussões há cerca de nove meses e chegou a abrir inscrições para prévias internas.

Para Belém, foram inscritos apenas dois postulantes ao título de candidato oficial da igreja: Paulo Queiroz (PMDB) e Lourival Cunha (PTB). As 13 regiões que formam a Quadrangular na capital se dividirão no apoio aos dois que disputarão vagas para a Câmara de Vereadores de Belém. Mesmo não tendo disputa entre eles (já que havia o mínimo de dois candidatos), a Quadrangular realizou uma espécie de plebiscito em que os fiéis tiveram que dizer sim ou não aos indicados.

“Para ser o candidato oficial, era necessário que mais de 50% dos fiéis apoiassem. Caso contrário, não apresentaríamos as opções”, explica o deputado estadual e líder da Quadrangular, Martinho Carmona. Ser o candidato oficial significa ser apresentado à comunidade, pelos líderes religiosos como o indicado da agremiação, ato que, entre os fiéis costuma ter grande influência na decisão de voto.

Carmona lembra que no processo de inscrição das prévias internas da igreja, podem se inscrever, não apenas pastores, mas qualquer participante - mesmo não batizados -e até pessoas de fora da comunidade. “Mas em geral, os pastores são escolhidos porque têm uma história e mais trabalho junto à comunidade do que quem acabou de chegar”. Ele ressalta que nada impede que um membro da Quadrangular se recuse a participar das prévias e se lance candidato, apostando em outras bases de apoio. “Não haverá retaliações, nem é considerado indisciplina, mas nesse caso, ele não receberá apoio formal da igreja”. Leia mais no Diário do Pará. (Diário do Pará)

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