A constituição de novas empresas no Pará vem se mantendo em alta contínua, nos últimos anos, segundo números fornecidos pela Junta Comercial do Estado (Jucepa). Os dados revelam também um aspecto interessante. A simples leitura permite verificar que o crescimento do número de empresas está ocorrendo mais significativamente nas unidades desconcentradas da Jucepa. Isso significa que a economia do Estado vem ganhando capilaridade e se espalhando de forma mais harmônica por todo o interior, revertendo a tendência de excessiva concentração na Região Metropolitana, que durante cerca de quatro séculos caracterizou o nosso processo de desenvolvimento econômico.
As informações fornecidas pela Jucepa indicam que em 2007 foram constituídas 8.784 novas empresas no Pará. Esse número saltou para 10.266 no ano seguinte e continuou subindo para chegar em 2009 a 11.166. Em 2010, possivelmente influenciado pelo desaquecimento do nível de atividade em decorrência da crise financeira internacional, o número de novas empresas constituídas no Pará sofreu um ligeiro recuo, para 10.968. Mas isso foi apenas um espasmo, tanto que já no ano passado ele voltou a subir fortemente, chegando ao final do exercício com o número recorde de 11.832. Nesse período, o percentual de desempenho das unidades desconcentradas da Jucepa saiu de 54% para 67%, o que realça o crescente dinamismo da economia e do empreendedorismo no interior do Estado.
Para atender a crescente demanda e responder com agilidade e eficiência às necessidades da economia paraense, a Junta Comercial conta hoje com uma infraestrutura considerada bastante satisfatória em termos de recursos materiais e humanos. Além da sede em Belém e do protocolo avanço no Sebrae, ela utiliza uma rede de 14 unidades desconcentradas em funcionamento nos municípios de Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Capanema, Castanhal, Itaituba, Marabá, Novo Progresso, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santarém, Tucuruí e Xinguara.
A presença física da Jucepa nos principais polos do interior contribui para a integração do Estado e torna sua ação mais efetiva, fazendo com que a maior proximidade com o usuário diminua o mercado informal e ajude a criar condições favoráveis para a geração de emprego e renda. A presteza na veiculação de informações e na prestação de serviços do registro público de empresas mercantis, nos diversos municípios, também concorre para o maior crescimento da economia do Estado. Isso explica por que uma pesquisa de satisfação realizada pela Jucepa no ano passado, junto aos seus usuários, revelou um índice de aprovação de 77%, conforme fez questão de destacar esta semana o seu presidente, Artur Tourinho. Leia mais no Diário do Pará. (Diário do Pará)
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