Bacuri é fruta tropical, nativa da Amazônia, nutritiva e deliciosa, de aroma e sabor inesquecíveis. Boa fonte de cálcio, potássio e fósforo, quando madura pode ser consumida ao natural e seus subprodutos – sorvete, suco, doces, compotas, creme, chocolate com recheio da fruta – são muito apreciados. A polpa é altamente valorizada: em 2005 valia R$ 10/kg, atualmente vale quase o triplo.
“A oferta de bacuri vem basicamente do extrativismo praticado por agricultores familiares que possuem bacurizeiros remanescentes de áreas que escaparam da ocupação urbana ou não foram derrubados com finalidade madeireira”, situa o pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental.
Como aconteceu com o açaí e o cupuaçu, o bacuri ganha cada vez mais visibilidade e aceitação no mercado da fruticultura nacional e internacional. “No entanto, a demanda é maior do que a oferta. Estudos revelam que há mercado imediato no Brasil para no mínimo 40 mil toneladas de bacuri/ano, ou cerca de 4 mil toneladas de polpa/ano”, analisa Homma.
Esta realidade promissora tem levado produtores, pesquisadores e técnicos a buscarem soluções que possam garantir renda aos agricultores, atender as demandas de mercado, suprir as necessidades tecnológicas dos produtores e promover a recuperação de áreas alteradas onde ocorrem os bacurizais nativos. Leia mais no Diário do Pará (Diário do Pará)
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