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Estudantes aprendem sobre o Mercado de Carne

Belém é o principal assunto de todo o planejamento curricular estabelecido para o ano de 2012 na Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho, no bairro da Marambaia. Utilizando a interdisciplinaridade como recurso de base, a diretoria da instituição montou

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Belém é o principal assunto de todo o planejamento curricular estabelecido para o ano de 2012 na Escola Municipal Palmira Lins de Carvalho, no bairro da Marambaia. Utilizando a interdisciplinaridade como recurso de base, a diretoria da instituição montou projetos e aulas que sempre abordam, dentro de suas diretrizes, algum aspecto da capital paraense.

“Desde fevereiro, já realizamos atividades extraclasses baseadas nos assuntos de história, oferecemos palestras para tratar da água, objeto da disciplina de ciências, e fizemos uma parceria com a Embrapa para plantarmos mudas regionais na área da escola”, contou a coordenadora Nazaré Teixeira.

Segundo a pedagoga, o objetivo é fazer com que os estudantes de todas as séries da escola conheçam as riquezas da cidade, sua história, meio ambiente e até legislação. “Trabalhamos com direitos e deveres, com as normas legais para que o aluno forme uma personalidade ética e se torne um cidadão responsável”, ratificou.

Uma ideia que combinou imediatamente com o projeto “Era do Ferro”, promovido pelo Grupo RBA, com patrocínio da Vale e apoio do Museu da Universidade Federal do Para (Mufpa).

Todos os dias, uma escola da rede municipal de Belém recebe a equipe de quatro profissionais e uma estudante de Artes Visuais, que contam um pouco da história arquitetônica da cidade e ensinam os alunos a montar maquetes de nove monumentos escolhidos previamente, que são o Mercado de Peixe, Mercado de Carne, Estação Gasômetro, Chalé de Ferro da Universidade Federal do Pará (UFPA), Galpão das Docas; Caixa d’água de São Brás; Relógio do Ver-o-Peso; Coreto da Praça da República e Farol de Salinas. Ontem, a primeira parte do prédio do Mercado de Carne foi encartada no jornal. Na próxima quinta-feira (10), virá o restante.

Um dos símbolos da Belle Époque, período em que Belém cresceu impulsionada pelo ciclo da borracha, o prédio de quase 150 anos conta com quatro blocos iguais, uma escadaria e um prédio para a administração.

Matheus Costa, 13 anos, era um dos mais cuidadosos com o material. Experiente, ele disse que já conhecia alguns dos prédios representados nos papéis, como o Relógio de Ferro e o Mercado de Carne. “Fui com a minha mãe ao Ver-o-Peso e vi os dois, mas acho que muitos outros prédios de lá não estão bem cuidados”, comentou. Por isso, ele mesmo sugere uma mudança de hábito da população. “Temos que nos reunir para fazer melhorias e cuidar melhor deles (prédios). Aqui na escola, a professora sempre nos lembra disso”, admite. Além dele, aproximadamente 20 alunos do 5º ano da escola foram os convidados a montar as maquetes.
Para Paulo Souza, coordenador pedagógico do projeto, o objetivo central é preservar o bem público, trabalho de sensibilização, para que crianças e jovens se tornem conscientes da importância destes espaços. É uma forma de resguardar os bens para que eles não percam sua função histórico-social.

Amanhã, a atividade acontece na Escola Municipal Duque de Caxias, no bairro da Marambaia. No total, dez instituições participam da iniciativa. (Diário do Pará)

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