A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta a população que neste sábado (5), começa a 14ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (Influenza), que será dirigida a idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, grávidas, índios e trabalhadores da saúde, a exemplo do que ocorreu na campanha do ano passado.
O lançamento oficial da campanha no Estado acontecerá em Belém, na igreja de São Raimundo Nonato, na avenida Senador Lemos com travessa Manoel Evaristo, bairro Telégrafo, a partir das 8 horas deste sábado (5). O objetivo é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações por infecções pelo vírus da influenza na população que precisa de mais proteção.
Até o dia 25 de maio, a intenção da campanha é vacinar 535.135 idosos, 106.939 gestantes, 213.939 crianças de seis meses a menores de dois anos, 28.463 índios e 96.609 profissionais de saúde, totalizando 981.085 pessoas. A meta é imunizar, no mínimo, 80% desse total para manter uma boa cobertura vacinal.
As crianças, em especial, precisarão tomar duas doses. Na ocasião em que receberem a primeira, sairão dos postos de vacinação com a data do reforço anotada na caderneta de vacinação infantil. A ideia é evitar que os pais esqueçam a segunda dose, fundamental para que a vacina proteja o organismo de quem tem entre 6 meses e 2 anos incompletos e não tomou nenhuma dose na campanha de vacinação de 2011.
Um milhão de doses já foi distribuído pela Sespa a 3.730 postos de vacinação no Estado. Desses, 2.378 são postos fixos, que incluem unidades de saúde com sala de vacina, instituições de idosos e hospitais. Haverá, ainda, 1.309 postos volantes e 43 postos volantes fluviais.
A secretaria estadual e as secretarias municipais de saúde mobilizarão 22.380 pessoas, 822 carros, 31 barcos, 25 bicicletas, 22 voadeiras, 18 motocicletas, 3 cavalos e 2 búfalos no sábado (5), justamente para atender as dificuldades naturais de acesso pelo Estado. Segundo a coordenadora estadual de Imunização da Sespa, Jaíra Ataíde, a vacina também é a mesma de 2011, trivalente, produzida a partir de vírus isolados nos hemisférios Norte e Sul, ou seja, vírus similares ao Influenza A (H1N1), vírus Influenza A (H3N2) e o vírus Influenza B. “Além da gripe sazonal, essa vacina também protege contra o vírus da gripe A (H1N1), que causou a pandemia mundial em 2009 e matou 30 pessoas no Estado”, lembrou Jaíra.
É importante informar que este ano o Pará já confirmou quatro casos de gripe A em mulheres grávidas. Uma delas morreu e as outras estão bem. Também em 2012 foram confirmados 13 casos de influenza sazonal, uma variante do H1N1, o que resultou no óbito de um adolescente de 16 anos.
No intuito de alertar que o vírus ainda permanece em circulação, o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, explica que é fundamental que as gestantes procurem os postos de vacinação durante a campanha. Segundo ele, a dose é segura em qualquer idade gestacional. “Por conta de um boato irresponsável que circulou na internet em 2010, as grávidas até hoje ficam receosas com a vacina. Além de representarem um grupo que ainda menos adere à campanha, com apenas 63% de cobertura, precisam ser vacinadas porque estão em condições mais vulneráveis de saúde”, explica o secretário.
Ainda em relação às grávidas, Jaira Ataíde ressalta que a vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e o bebê, já que estudos já demonstraram que os lactentes de mães vacinadas contra a influenza apresentaram menos casos da doença. “Bom lembrar também que a vacinação é anual por causa da característica mutante dos vírus da influenza, que apresentam diversidade a cada ano”, explica.
A vacina só não deve ser administrada em pessoas com história de alergia severa relacionada a ovo de galinha e seus derivados, assim como a qualquer componente da vacina e pessoas que apresentaram reações alérgicas graves a doses anteriores. Em caso de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até a melhora do quadro. Para pessoas com histórico de patologias neurológicas, tais como a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício da vacina.
Jaíra lembra que, em 2011, o Pará alcançou a meta com 80,75% de cobertura vacinal. Por isso, pede que os prefeitos olhem mais pelas populações locais e provoquem a ida aos postos de saúde, durante o período da campanha. Em relação à população com mais de 60 anos, a coordenadora estadual de Imunizações também espera que o grupo faça bonito mais uma vez no Estado, já que desde 1999 a cobertura vacinal dessa faixa etária beira os 95%.
Na opinião do secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, a vacinação ainda é a melhor opção para evitar as doenças imunopreveníveis como a gripe, que não é uma doença banal como algumas pessoas acreditam. “As complicações da gripe podem levar à morte”, alertou ele. Além da vacina, a população deve manter os hábitos de higiene, proteger a boca e o nariz ao tossir e espirrar, lavar as mãos constantemente e evitar aglomerados, que contribuem para a transmissão da doença. (Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar