“Eu achei tudo bem detalhista”. Foi a frase dita pelo estudante Tiago Willians da Silva, 14 anos, ao descrever as maquetes da “Era do Ferro”, que são encartadas todas as quintas-feiras no Diário. Ele é aluno da Escola Estadual Paulino de Brito que ontem recebeu a visita do projeto que leva ao público representações das edificações de ferro montadas durante a Era da Borracha na Amazônia. O projeto “A Era do Ferro” é uma iniciativa do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale e apoio do Museu da Universidade Federal do Pará (Mufpa) e do Governo do Estado; que visa a valorização e conservação do patrimônio histórico da capital. Na próxima quinta-feira, 10, sai a segunda lâmina da maquete do Mercado de Carne do Ver-o-peso.
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A escola Paulino de Brito foi a sétima que recebeu a visita do projeto A Era do Ferro. Isso aconteceu pela vontade do professor de Matemática, Elienae Nascimento, que se utilizou da interdisciplinaridade que o projeto oferece para ensinar ‘Razão e Proporção’ para os seus alunos do Ensino Fundamental. Ele informou que pretende utilizar as maquetes como material didático em suas aulas. “É interessante usar as representações (maquetes) para estudar as escalas que foram usadas para montar as maquetes e compará-las com as dimensões originais das edificações”, atentou o professor. “Já trabalhei ‘Razão e Proporção’ com mapas que os alunos trouxeram para a sala de aula, agora iremos estudar o assunto com as maquetes”, frisou.
O coordenador das visitas do projeto, Paulo Souza, felicitou ao professor Elienae pela iniciativa. Paulo observa, que nas escolas onde as visitas acontecem, o interesse pelas maquetes é maior por parte dos alunos de Ensino Fundamental. “As crianças se mostram mais interessadas e com vontade de obter mais conhecimento”, constatou. No entanto, o objetivo de despertar o interesse pela preservação desses patrimônios de ferro tem sido alcançado aos poucos. Em algumas escolas, já se comenta a expectativa de levar os alunos para fazer um passeio pela cidade e apresentar os chalés, mercados, coretos e caixa d’água de ferro montados durante o apogeu da Borracha para uma aula de história.
A aluna da 8ª série, Luiza Carla Teixeira, 17 anos, se mostrou curiosa para conhecer um pouco mais sobre o patrimônio arquitetônico de Belém depois que começou a montar uma maquete do Mercado de Carne do Ver-o-Peso. “É importante a gente conhecer um pouco mais da nossa cidade e o que temos aqui. Tudo isso faz parte da nossa cultura”, finalizou.
Na próxima quinta-feira, 10, seguirá encartada a segunda parte da maquete do Mercado de Carne do Ver-o-Peso. Este foi construído no século XIX e passou por uma reforma no início do século XX, pelo engenheiro Francisco Bolonha, e outra que foi concluída no ano passado.. No total, serão publicadas nove maquetes. (Diário do Pará)
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