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Belenense está atento à política e vota

Contrariando o que se costuma imaginar, o eleitor da capital paraense se interessa por política, está dividido quando o assunto é o voto obrigatório, mas diz que compareceria às urnas mesmo que o ato fosse facultativo. Esses foram os resultados de uma pe

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Contrariando o que se costuma imaginar, o eleitor da capital paraense se interessa por política, está dividido quando o assunto é o voto obrigatório, mas diz que compareceria às urnas mesmo que o ato fosse facultativo.

Esses foram os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Acertar, que buscou identificar a relação dos belenenses com o espinhoso, mas essencial tema da política.

Os dados coletados pelos pesquisadores mostram que surpreendentes 70,5% dos eleitores de Belém têm interesse pelo tema, sendo que 20,0% revelaram ter muito interesse e 50,5% disseram possuir médio interesse pelo assunto. Há, entretanto, 29,5% de eleitores que afirmam não se interessar por falar ou ouvir sobre a política do Estado, do País e do município.

Segundo a pesquisa, o percentual dos interessados em política é maior entre os homens (75,4%) que entre as mulheres (66,3%). Os graus de instrução e a renda estão diretamente ligados ao maior ou menor interesse pelo tema. Entre os mais escolarizados, a taxa de interesse é de 84,3%, e cai para 43,8% entre os sem instrução. Já entre os eleitores cuja renda familiar ultrapassa cinco salários mínimos o interesse pela política é de 82,4%.

Os pesquisados com idade superior a 45 anos demonstram menos atenção ao assunto. A taxa de desinteresse chegou a 43,6% entre os belenenses com idade de 45 a 59 anos. E, entre os eleitores com mais de 60 anos, a atenção caiu para 39,6%.

Outra surpresa da pesquisa é que o morador de Belém não é amplamente a favor do fim do voto obrigatório como se vinha cogitando. O assunto divide as opiniões. Quase metade (45,1%) dos entrevistados é favorável à obrigatoriedade. Os contrários somam 53,5%. As mulheres são as que mais apoiam a obrigatoriedade de votar, 51,6%, contra apenas 37,4% dos homens.

A obrigatoriedade do voto encontrou mais resistências entre os eleitores com mais de 45 anos (61,4%), com o nível superior incompleto ou completo (67,6%) e com renda familiar superior a cinco salários mínimos (71,3%).

Entre os que não têm interesse sobre assuntos relacionados à política, 59,7% se posicionam contra o voto obrigatório. Essa taxa passa para 50,9% entre os que têm interesse. (Diário do Pará)

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