Duas casas e parte de outra foram incendiadas domingo (06) na ocupação Riacho Doce, bairro do Guamá. Por volta das 20h, na quadra I, a residência de um senhor identificado por Nenê, que é mais conhecido como “cara de peixe”, começou a pegar fogo, que logo se espalhou para os demais imóveis. As casas da ocupação são de madeira, por isso o risco de que outras casas fossem incendiadas era grande. O pânico se espalhou pelas vielas, por onde iam e vinham pessoas, seja tentando salvar objetos pessoais, seja para tentar entender o que estava se passando.
“Muitas pessoas fingiam ajudar e saqueavam os vizinhos no momento de desespero”, comentou o carregador Sebastião Lopes, 57 anos, enquanto vigiava os seus pertences mais valiosos, numa área onde são armazenados materiais da obra do PAC, ao lado da ocupação.
TRABALHO
Os bombeiros chegaram menos de 20 minutos depois do início do incêndio, passando mangueiras por dentro de casas, contornando vielas estreitas e subindo em varandas de casebres com estruturas um tanto envergadas. “Da forma que foi possível nós agimos para controlar rapidamente o fogo”, declarou o major Lelis.
Em frente às casas atingidas pelas chamas, onde era possível ver partes de móveis como geladeiras, cadeiras de balanço e camas, tudo queimado, a tenente Patrícia Fonseca fez um balanço da operação que comandou: “Não houve vítima fatal. O incêndio foi provocado por uma briga de família. O morador dessa casa (“cara de peixe”) tinha brigado com a esposa e, por esse motivo, provocou o incêndio, conforme apuramos até agora”, declarou. (Diário do Pará)
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