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Alergias e causas têm tratamento

Tudo pode ter início com uma coceira. Um incômodo na garganta que, em poucos minutos, pode evoluir para um inchaço na área da glote (entrada do pulmão) impedindo a passagem do ar e dificultando a respiração. No caso da administradora Anna Júlia Monteiro,

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Tudo pode ter início com uma coceira. Um incômodo na garganta que, em poucos minutos, pode evoluir para um inchaço na área da glote (entrada do pulmão) impedindo a passagem do ar e dificultando a respiração. No caso da administradora Anna Júlia Monteiro, os desencadeadores dessa reação alérgica mais grave vão desde a exposição à poeira e ácaros até a ingestão de alguns tipos de medicamentos e de alimentos como mariscos e conservantes. “Tenho alergia a quase tudo”.

Apesar da gravidade da reação apresentada por Anna Júlia, nem todas as doenças alérgicas causam sintomas tão intensos. Para os casos menos graves, alertas simples como tosse frequente e chiado no peito podem indicar que a pessoa tenha alguma doença alérgica. Para chamar atenção para o diagnóstico precoce e o tratamento dessas doenças, a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia comemora hoje (7) o Dia Nacional de Prevenção da Alergia e também o Dia Mundial de Combate à Asma.

Segundo a alergista e imunopatologista Carmem Dolores, atualmente 30% da população mundial tem algum tipo de doença alérgica. Segundo ela, a identificação precoce é importante não apenas para descobrir os causadores da alergia, mas também para ajudar o paciente a controlar os sintomas e prevenir reações graves.

DIAGNÓSTICO
“O nosso interesse é que o paciente descubra a alergia precocemente, porque só assim vai poder saber como controlar a sua alergia”, explica. “Temos que acabar com esse mito de que alergia não tem cura. A alergia é uma doença crônica, mas que tem, sim, tratamento através de medicamentos”.

É justamente através da prevenção que Anna Júlia aprendeu a lidar com a alergia descoberta ainda na infância. Logo após a passagem de um medicamento para curar um machucado, ela teve a primeira crise alérgica de sua vida. De lá para cá, já fez tratamento com vacinas e até hoje faz uso de medicamentos. Dentro de sua bolsa, não podem faltar os remédios e antialérgicos. “Hoje, já estou acostumada. Estando com a minha bolsinha de medicamentos, eu estou bem”, afirma. “É um processo de adaptação. Tenho remédios espalhados na casa da minha mãe e até de algumas tias”.

Carmem Dolores diz que a maioria dos casos mais graves de reações alérgicas é decorrente de alergias a alimentos, picadas de insetos e a medicamentos. “A incidência de doenças alérgicas está aumentando também no Pará porque as pessoas estão ficando mais expostas”, afirma. “Os causadores disso são, além dos fatores genéticos, o contato maior com produtos químicos e o confinamento porque as pessoas ficam mais tempo fechadas em ambientes propícios à criação de ácaro e poeira”. (Diário do Pará)

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