Uma tartaruga marinha de aproximadamente 40 quilos foi resgatada pelos Bombeiros, no município de Colares, nordeste do Pará. O resgate foi na tarde da última sexta-feira, 5. Segundo o sargento Ozemil, do 12º Grupamento dos Bombeiros de Santa Isabel do Pará, já era por volta das 16h quando a equipe comandada por ele foi acionada. Em menos de uma hora, os bombeiros chegaram à casa da pessoa que estava com o animal, na rodovia PA- 238, na entrada do município.
A tartaruga marinha, uma espécie em extinção, teria sido encontrada na praia por essa pessoa não identificada, que ficou com o animal em sua casa durante três dias, enquanto tentava contato com o Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Mas as duas instituições alegaram que não tinham veículo para transportar o animal. O sargento Ozemil contou que a tartaruga já estava há três dias sem comer, parecia debilitada e apresentava ferimentos diversos. A tartaruga inicialmente foi levada para o Quartel do Corpo de Bombeiros, em Marituba, na região metropolitana de Belém. Depois foi entregue para o Batalhão de Polícia Ambiental, na avenida João Paulo II, onde passou a noite. Ontem de manhã, o animal foi entregue para o Museu Paraense Emílio Goeldi, onde deverá ser tratado e possivelmente preparado para ser solto novamente no mar.
Não foi divulgada a espécie resgatada, mas o grupo de tartarugas marinhas tem seis gêneros e sete espécies, todas elas ameaçadas de extinção. As tartarugas marinhas habitam todos os oceanos, exceto o Oceano Antártico, em zonas de água tropical e subtropical. A maioria das espécies é migratória e vagueia pelos oceanos, orientando-se com a ajuda do campo magnético terrestre. A tartaruga-de-couro é a maior espécie, atingindo 2m de comprimento e 1,5m de largura, com 600kg de peso. Após atingir a maturidade sexual, em muitas espécies apenas por volta dos 30 anos, a fêmea regressa à praia onde nasceu para enterrar os ovos na areia. As tartarugas são extremamente fiéis a este local e não reproduzem em outras praias. As posturas da tartaruga de Kemp, por exemplo, estão totalmente confinadas a uma única praia na costa do México. A sobrevivência das tartarugas marinhas continua em risco, após muitos anos de caça intensiva pela sua carapaça, carne (utilizada para sopa) e gordura. Atualmente, a caça está controlada, mas estes animais continuam ameaçados pelas redes de pesca, que matam cerca de 40.000 exemplares por ano. Outra das maiores ameaças é o desenvolvimento costeiro nas áreas de nidificação, que impede as fêmeas de pôr os ovos e impossibilita a sua reprodução. (Diário do Pará)
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