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Acusados de homicídio são absolvidos em Santarém

Em sessão presidida pelo juiz Gerson Marra Gomes, da 10ª Vara da Comarca de Santarém, realizada nesta terça-feira (8), foram absolvidos da acusação de crime de homicídio, os réus Luiz Uchoa de Sousa, 56 anos, e Édson Barbosa de Lima, 59 anos, apontados co

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Em sessão presidida pelo juiz Gerson Marra Gomes, da 10ª Vara da Comarca de Santarém, realizada nesta terça-feira (8), foram absolvidos da acusação de crime de homicídio, os réus Luiz Uchoa de Sousa, 56 anos, e Édson Barbosa de Lima, 59 anos, apontados como autores da morte de José Maria Alves, o "Didi", crime ocorrido em 1984. A sessão, a 100ª de Tribunal do Júri presidida pelo juiz na Comarca de Santarém, não teve a presença dos réus nem de testemunhas. Tanto a Promotoria de Justiça quanto os defensores dos réus pediram a absolvição dos acusados, considerando que a vítima teria dado causa ao crime.

De acordo com os autos do processo, em 24/11/1984, José Maria estava em um bar, na colônia de Terra Preta, e, após uma confusão, jogou um copo de bebida no rosto de uma garçonete. José Francimar Lima Barbosa repreendeu José Maria pelo ato, o qual não gostou e partiu para cima de Francimar, esfaqueando-o e provocando-lhe a morte.

Consta do processo que os irmãos e o primo de Francimar correram ao local logo após o crime. Enquanto o irmão de Francimar, Paulo, o socorria, seu primo Luiz foi na direção de José Maria, que não duvidou de esfaqueá-lo também. Antes de cair ao chão, Luiz disparou vários tiros de revólver, atingindo José Maria mortalmente. O segundo réu, Édson, ao chegar e ver o irmão morto e o primo ferido, em desespero, correu pra cima do cadáver de Didi e o esfaqueou com sua própria faca.

Como não havia presença das testemunhas, foram lidos seus depoimentos à época dos fatos, confirmando a versão apresentada pelos réus, também na mesma época. Também foram lidos os laudos da lesão corporal em Luiz, que foi esfaqueado e não morreu, e o laudo no cadáver de Didi, que comprovou que sua morte foi decorrente de um ferimento na cabeça. Atuaram na acusação o promotor Adleer Calderaro Sirotheau e, na defesa, os defensores públicos Elton Ribeiro Silva e Francisco Eleutério da Silva.

O Tribunal do Júri da 10ª Vara volta a se reunir no dia 15 de maio, quando será julgado o réu preso Rudson Santos de Sousa, acusado de matar Gledson Henrique Sousa Fernandes, crime ocorrido em 2011. (TJE)

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