Quarenta e cinco questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias esperam os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nelas serão abordados conteúdos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, buscando sempre a interdisciplinaridade, para que o aluno tenha reflexão de tudo o que aprendeu no ensino médio dentro de um contexto. Por isso, é bom que os estudantes que realizam o teste pela primeira vez já conheçam a estrutura diferente exigida na prova.
Com este objetivo, o DIÁRIO DO PARÁ publicou terça-feira (08) mais um fascículo da série Enem 2012, finalizando as instruções sobre Ciências Humanas após quatro publicações com questões específicas da área. Um material que pode ser um grande auxílio ao estudante Roger Ricardo, aluno da rede pública de ensino. Com o sonho de se tornar médico, ele assumiu que são justamente as disciplinas como História e Geografia que requerem mais a sua atenção.
“Já vi a prova no Enem e achei boa. Acho que quem estudar mesmo não vai sentir dificuldades”, opina. Para ter essa confiança, contudo, ele tenta fontes diferentes. “Estudo por livros, apostilas, pesquiso na internet, presto atenção às aulas. Mas mesmo assim acho que ainda não estou no ritmo que deveria”, admite, já concordando que o vacilo é um motivo a mais, então, para utilizar os fascículos como recurso de fixação dos conteúdos.
Diferente do colega Roger, Matheus Caíque ainda não pensou em qual curso seguir, porque seu sonho é ser jogador de futebol. “Não tenho certeza se vou fazer faculdade, depende das oportunidades que aparecerem, mas se for pra escolher uma área, prefiro Informática”, conta.
Nesse caso, Matheus também terá que se submeter a prova, da qual ainda tem pouca informação. “Às vezes, a gente tem dificuldade em entender o que o professor fala porque é muito barulho ou estamos desatentos. Se tiver outra forma de melhorar o conhecimento é sempre bom, principalmente porque serve para estudar em grupo também”, afirmou, ao folhear o fascículo.
Para o professor de História, Liceu Raposo, a maior dificuldade em atrair o interesse dos alunos ainda está na didática tradicional adotada por muitas escolas, o que, também, pode melhorar com a inclusão do projeto nessas aulas. “Os jovens gostam de novidades e de estar bem informados. Só precisam de algum incentivo que mostre a eles que são capazes de assimilar conteúdos em conjunto. E essa é uma das principais vantagens dos fascículos: eles foram pensados para o público atual”, ratifica. (Diário do Pará)
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