Os motoristas e cobradores de ônibus de Belém decidiram entrar em greve a partir da meia-noite, atingindo cerca de 500 mil usuários do serviço. Desde o início da manhã desta quarta-feira (9), a população que depende deste transporte lota paradas de ônibus em toda cidade.
Em meio a muitas reclamações de usuários quanto à escassez de ônibus circulando, o Sindicato dos Rodoviários de Belém alega que a categoria está cumprindo a liminar do desembargador Eliziário Bentes, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, que, a pedido do Ministério Público do Estado, determinou que 50% da frota circule para atender a população durante a greve, sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil, por dia.
Funcionários de 27 empresas da capital paraense suspenderam as atividades. Em Belém, são cerca de nove mil motoristas e cobradores que reivindica reajustes salariais e aumento do auxílio alimentação.
A paralisação foi deflagrada após assembleia realizada na noite de ontem (8), no Clube Monte Líbano, em São Brás, na qual os rodoviários rejeitaram a proposta de conciliação feita pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT), de reajuste de 6% dos salários (1% de ganho real acima da inflação), reajuste do repasse para a clínica dos rodoviários de 20% (R$ 150 mil/mês) e reajuste de 10% no tíquete alimentação, que passaria de R$ 310 para R$ 340.
PIQUETES
Divididos em vários grupos, os rodoviários realizam piquetes em frente às empresas de transporte e outros pontos da cidade. Neste momento, um grande grupo está na Praça do Operário, no bairro de São Brás, ameaçando fechar a avenida Almirante Barroso. A Polícia Militar está no local.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Belém, a categoria aguarda um chamado do Tribunal Regional do Trabalho para uma reunião onde devem acontecer novas discussões sobre os reajustes.
Já os rodoviários de Ananindeua e Marituba decidem hoje, em assembleia prevista para as 9h, se também paralisam. (DOL, com informações da Rádio Clube e Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar