A reunião entre o Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) e o Sindicato das Empresas de Ônibus terminou sem acordo. O encontro durou cerca de duas horas e foi mediado pelo Tribunal Reginal do Trabalho da 8ª Região (TRT), por meio da desembargadora Suzy Koury, vice-presidente do TRT.
Durante a reunião, foi apresentada a proposta de 6% de aumento, em contraposição à reivindicação inicial de 10%. Os rodoviários não deram uma palavra final e levarão a oferta ao sindicato em uma Assembleia Geral marcada para as 18h de hoje (10).
Márcio Amaral, presidente do Sintram, informou que o TRT ofereceu também vale alimentação no valor de R$345, quando o pedido foi de R$ 450, e ainda auxílio clínica de R$ 47 mil a ser gerido pelo sindicato, quando a categoria reivindica plano de saúde. O TRT também não concedeu o banco de horas reivindicado.
"Por enquanto não vamos dar nenhuma resposta. Só podemos afirmar se a categoria vai aceitar as condições e acabar com a greve depois da Assembleia geral", informou o dirigente.
A assessoria de comunicação do TRT explicou que a proposta feita pelo Tribunal visa encontrar um meio termo entre o que reivindica o Sintram e o que propõem as empresas de ônibus. Os dirigentes do sindicato darão a resposta da categoria amanhã, em uma reunião no TRT, às 11h. Caso os rodoviários não aceitem o que foi proposto o Tribunal deve partir para o dissídio coletivo, quando o próprio TRT define quais os direitos da categoria.
A desembargadora Suzy Koury fez uma forte ressalva para que os rodoviários garantm pelo menos 50% das rotas de ônibus, cumprindo a medida liminar determinada com o o bjetivo de não preudicar a população.
(Marina Chiari/DOL)
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