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Mulher morre com suspeita de dengue hemorrágica

A ex-auxiliar administrativa temporária da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e estudante do curso técnico de Segurança no Trabalho Janaína do Socorro da Silva Duarte, 33, morreu, na madrugada da última quarta-feira (09), no Hospital Universitário João

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A ex-auxiliar administrativa temporária da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e estudante do curso técnico de Segurança no Trabalho Janaína do Socorro da Silva Duarte, 33, morreu, na madrugada da última quarta-feira (09), no Hospital Universitário João de Barros Barreto, com suspeita de dengue hemorrágica, segundo a família dela.

O irmão da vítima, Aldo Duarte, disse que a irmã sangrou muito antes de morrer. “Até o último boletim médico não tinha saído ainda o resultado do exame, mas a gente acha que era (dengue hemorrágica) por causa do sintoma de sangramento”.

Segundo ele, desde que deu entrada no Barros Barreto, no último domingo, transferida do Pronto-Socorro da 14 de Março, ela já apresentava “um quadro cianótico” e foi imediatamente entubada e sedada pelo médico que estava de plantão, contou Aldo.

Alda, mãe da jovem, contou o sofrimento que passou com a filha e denunciou o “atendimento horroroso” que ela teve no Pronto-Socorro da 14 de Março, para onde a paciente foi levada na quinta-feira da semana passada.

RECLAMAÇÃO
Segundo ela, o médico que atendeu sua filha – “que ficou jogada no corredor” - teria dito para levá-la de volta para casa porque não tinha “nem remédio” no PSM. Ela acabou desistindo e voltando mesmo para casa, mas retornou no sábado e, depois de “fazer um escândalo”, conseguiu fazer com que a filha fosse internada.

Alda disse que teve mesmo que comprar remédio para Janaína porque “nem paracetamol” tinha no hospital. “Foi muito rápido, quando conseguimos transferi-la, não deu mais tempo e ela entrou em coma”.

O corpo de Janaína foi enterrado no Cemitério Max Domini, em Ananindeua, ontem de manhã.

Contatada pelo telefone, à noite, a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesma (onde são obrigatoriamente registrados os casos de dengue hemorrágica), Carlene Castro, disse que não sabia informar porque estava sem acesso aos papéis. “Muitos casos chegam aqui”, justificou, prometendo dar mais informações hoje.

A assessoria do Barros Barreto informou que também não seria possível confirmar se foi realmente um caso de dengue hemorrágica por causa do adiantado da hora. Mas, segundo a assessoria, o sintoma de sangramento “pode ser qualquer coisa, até tuberculose”. A assessoria ficou de checar melhor a informação hoje.

A assessoria de imprensa da Sesma informou que não seria possível dar qualquer informação a respeito do tratamento dado a Janaína no Pronto-Socorro da 14 de Março porque o setor administrativo já estava fechado. A Sesma informou ainda que o caso será investigado somente hoje, porque a paciente já deixou o hospital e toda a documentação referente a ela está na administração.

(Diário do Pará)

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