A enchente dos rios Tapajós e Amazonas afetou 20.377 pessoas só no Município de Santarém, segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. O decreto de situação de emergência assinado na última terça-feira pela prefeita Maria do Carmo Martins inclui quatro bairros da cidade e seis comunidades ribeirinhas, além das vilas de Ponta de Pedras, Alter do Chão e Urumanduba, às margens dos rios Tapajós e Amazonas. Se a situação de emergência for confirmada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, a ajuda para atender as pessoas diretamente atingidas pela cheia poderá chegar ainda este mês a Santarém. Já foi distribuído hipoclorito para tratar a água usada pela população e enfermeiros atenderam situações de urgência. Agora, a necessidade dos ribeirinhos é por madeira. Algumas toras foram doadas pelo IBAMA e serão distribuídas aos municípios com situações mais críticas. Já decretaram situação de emergência Porto de Móz, Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Santarém, dentre outros da região. Alenquer está com a parte do centro da cidade quase toda alagada, e por isso poderá decretar, nos próximos dias, estado de calamidade pública.
Em Oriximiná, o centro da cidade está alagado pelas águas do rio Trombetas. Marombas estão sendo construídas para facilitar o deslocamento de pessoas que trabalham na área e também aquelas que vão fazer compras. Na zona ribeirinha, há mais de 90 comunidades atingidas, onde a maioria das casas está com a água encostando no telhado. A situação mais crítica é na comunidade de Aparecida, no rio Cachoeiri, onde as casas estão submersas. No zona ribeirinha já houve perdas de lavouras, áreas de pastagens inundadas, registrando danos ambientais e materiais, interrupções das aulas nas escolas da região da várzea, onde as famílias abandonaram suas casas.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar