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Belo Monte faz crescer a violência

A construção da hidrelétrica de Belo Monte está no início, mas Altamira já vive os efeitos perversos do crescimento demográfico causado por uma das maiores obras do Governo Dilma. Segundo dados da Polícia Civil no município, houve aumento de 75% nos crime

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A construção da hidrelétrica de Belo Monte está no início, mas Altamira já vive os efeitos perversos do crescimento demográfico causado por uma das maiores obras do Governo Dilma. Segundo dados da Polícia Civil no município, houve aumento de 75% nos crimes sexuais. Os latrocínios cresceram em 500%. Foram feitas mais 45,5% de prisões e o tráfico de drogas subiu em 85, 5%. A apreensão de armas de fogo cresceu em 138,7%. Segundo os dados, o envolvimento de adolescentes em atos infracionais fez aumentar em 119% as detenções de menores de 18 anos. Os dados são comparativos entre janeiro a novembro de 2010 e janeiro a novembro de 2011, e foram apresentados ontem pelo Comitê Xingu Vivo, durante o lançamento do movimento Xingu + 23, no veleiro Warrior Rainbow 3, da Organização Não Governamental Greenpeace.

Em junho, enquanto autoridades e organizações de todo mundo estiverem reunidas na Rio +20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), indígenas e organizações de toda Amazônia realizam evento paralelo, em Altamira, para chamar atenção aos impactos da construção de Belo Monte. Xingu+23 faz referência a mobilização indígena de 1988 em Altamira, que impediu a construção de Kararaô (antigo nome de Belo Monte). A imagem de uma índia passando o facão no rosto de um diretor da Eletronorte durante os debates se tornou símbolo da resistência contra a construção da hidrelétrica. Segundo Dion Monteiro, do Comitê Xingu Vivo, o risco não é apenas Belo Monte. “Estão em processo de construção 60 grandes hidrelétricas nos rios amazônicos. Como resistir a isso no atual estágio?”. “Nossa intenção é pressionar o governo brasileiro que quer enfiar o projeto goela abaixo de uma população e de uma sociedade que já se mostrou contra a hidrelétrica”, disse Maurício Matos, também do Comitê.

(Diário do Pará)

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