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Acaba greve em Ananindeua e Marituba

Pressionados pela decisão dos rodoviários de Belém, os quase três mil trabalhadores que fazem linha em Marituba e Ananindeua também colocaram fim à greve de ônibus nos dois municípios. A paralisação durou dois dias e foi encerrada na tarde de ontem depois

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Pressionados pela decisão dos rodoviários de Belém, os quase três mil trabalhadores que fazem linha em Marituba e Ananindeua também colocaram fim à greve de ônibus nos dois municípios. A paralisação durou dois dias e foi encerrada na tarde de ontem depois de uma reunião de conciliação promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho do 8ª Região e de duas votações realizadas em assembleia na sede do Sintram (Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba). A categoria garantiu reajuste salarial de 6%, vale alimentação de R$ 345, como os rodoviários de Belém, e auxílio-clínico de R$ 46 mil. O sindicato garantiu que ainda irá lutar para conseguir um plano de saúde para os trabalhadores.

Os valores ficaram aquém do esperado, quando os trabalhadores iniciaram a greve. Apesar da visível insatisfação dos rodoviários, a decisão de encerrar a paralisação foi unânime. “Os rodoviários de Belém colocaram a gente num beco sem saída. Os patrões são os mesmo daqui. Eles (os patrões) nunca iam dar um aumento maior pra gente e um menor pra lá porque nunca iriam aceitar isso”, falou um motorista que não quis se identificar. O diretor financeiro do Sintram, Reginaldo Cordeiro, protestou contra o caráter pejorativo que a greve ganhou. “A senhora no final da linha do Icuí culpa o motorista pela falta de ônibus, mas ela não sabe que por trás da gente existe o empresário que se recusa a aumentar a frota pra lucrar mais enquanto a população sofre!”, discursou Reginaldo Cordeiro em frente à sede do Sintram.

A intenção inicial da categoria era conseguir reajuste salarial de 20%, aumento no vale alimentação para R$ 450 e auxílio-clínico equiparado a Belém, R$ 139 mil. Na última quarta-feira (9), os empresários ofereceram um reajuste linear de 4,88%, destinada a todas as reivindicações. A proposta foi negada pelos rodoviários e eles ofereceram uma contraproposta pedindo reajuste de 10% e aumento no vale alimentação para R$ 380, mais plano de saúde. Na quinta-feira (10), houve nova reunião, mas a patronal não cedeu. Ontem, forçados pelo fim da greve em Belém, os rodoviários aceitaram as condições ofertadas pelos representantes da Federação de Transportes Rodoviários da Região Norte (Fretanorte). Leia mais no Diário do Pará.

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