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Mais de 5 mil casos de dengue confirmados no Pará

A morte sob suspeita de dengue hemorrágica de Janaína do Socorro da Silva Duarte, 33 anos, na última quinta-feira, fez lembrar aqueles que andavam desatentos a importância de combater o mosquito. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Secretaria

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A morte sob suspeita de dengue hemorrágica de Janaína do Socorro da Silva Duarte, 33 anos, na última quinta-feira, fez lembrar aqueles que andavam desatentos a importância de combater o mosquito. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SESPA), divulgado no último dia 02, o Pará já teve, em 2012, 5.328 casos confirmados de dengue. Desse total, 21 pacientes apresentaram complicação e oito casos foram diagnosticados como dengue hemorrágica. Somente em Belém, de 617 casos confirmados, sete pacientes apresentaram complicações e um teve dengue hemorrágica, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SESMA).

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Sesma, Carlene Castro, a Secretaria trabalha prevenindo todos os casos suspeitos antes da confirmação. “O caso da Janaína nos foi notificado e já tomamos as medidas de controles necessárias. Nossos fiscais foram à área próxima da casa da vítima e realizaram uma varredura fiscalizando e borrifando veneno para matar o mosquito, caso ele esteja pelos arredores. Nós não podemos é esperar que a confirmação do exame saia para começar a agir, trabalhamos com a prevenção e controle”, esclarece.

O exame foi encaminhado ao Laboratório Central do Estado do Pará (LACEN), mas o resultado deve sair em aproximadamente 15 dias. Se confirmado, esse será o primeiro óbito notificado por dengue hemorrágica esse ano. “Todo paciente com suspeita, deve ser tratado imediatamente, ele precisa de assistência. Nesse caso, a paciente veio do Pronto-Socorro e foi internada no Barros Barreto já em estado grave, mesmo tendo sido assistida corretamente, não resistiu”, afirma.

No Pará os municípios com que apresentam maior número de casos notificados de dengue até agora são: Belém (2.440), Parauapebas (2.059), Marabá (1.123), Altamira (798), Ananindeua (746), Santarém (623) e Marituba (455). Já, os municípios que lideram os casos confirmados, são Parauapebas (1.095), Belém (523), Altamira (465), Santarém (236), Ananindeua (235), Marabá (225) e Marituba (216).

Vírus fica incubado por até seis dias

A dengue pode ser categorizada como clássica e grave, de acordo com padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo Pedro da Costa Vasconcelos, arbivirologista do Evandro Chagas, nos casos graves, entram as doenças do tipo hemorrágica e severa. “O vírus é transmitido pelo mesmo mosquito e não está relacionado com a severidade da doença. O que vai determinar a forma como o quadro clínico vai evoluir é o organismo da pessoa.”, afirma o arbivirologista.

São dois os insetos que podem transmitir a dengue: o Aedes aegypti, mais comum no Brasil, e o Aedes albopictus, que ocorre com mais frequência no continente asiático. Segundo a OMS, são quatro os tipos de dengue: um, dois, três e quatro. “A degue tipo quatro é a que está se tornando mais comum na população porque o vírus é o mais recente introduzido no país e poucas pessoas têm imunidade à doença. Ela não é mais grave que os outros tipos de dengue.”, afirma Pedro da Costa. De acordo com o arbivirologista, uma pessoa pode ser picada pelo mosquito e ficar com a doença incubada de três a seis dias. O tempo de desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti varia de duas a três semanas depois de a fêmea colocar os ovos na água.

No Pará, a dengue ocorre mais frequentemente no verão, período em que chove menos. “As chuvas do inverno costumam ser mais fortes e a força da água acaba carregando as larvas. No verão, chove o suficiente para a água ficar empossada e o mosquito se desenvolver.”, explica Pedro da Costa. Segundo o arbivirologista, a doença é eclética e atinge pessoas de todas as classes sociais. Fatores como o acúmulo de lixo nas ruas e a necessidade de reservar água acabam contribuindo para a propagação da doença. “Em parte é culpa da população que joga lixo nas ruas, em parte da prefeitura que não realiza a coleta direito. No caso da água, se a população tivesse um abastecimento sistemático, não precisaria reservá-la. Muitas vezes as pessoas se esquecem de tampar esses reservatórios. Falta uma boa educação.”, fala o pesquisador do Evandro Chagas. (Diário do Pará)

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