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Amor incondicional é algo em comum entre as mães

As rotinas podem ser diferentes. Há quem acorde cedinho para deixar tudo pronto enquanto todos dormem, há quem não durma direito e também há quem acompanhe passo a passo o esforço diário de um treinamento. Apesar de experiências e cronogramas de vidas dif

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As rotinas podem ser diferentes. Há quem acorde cedinho para deixar tudo pronto enquanto todos dormem, há quem não durma direito e também há quem acompanhe passo a passo o esforço diário de um treinamento. Apesar de experiências e cronogramas de vidas diferentes, uma coisa congrega as mães que comemoram, hoje, mais um dia: o amor incondicional pelos filhos.

Vanessa Dias, hoje gerente de uma loja, não hesitou nenhum minuto quando descobriu sua primeira gestação ainda aos 15 anos de idade. Na época, as dificuldades de uma gravidez tão cedo foram invitáveis. Independente dos percalços naturais das novas experiências, o saldo final não poderia ser mais positivo. “Fui mãe da Letícia muito jovem e foi difícil, mas eu não hesitei nunca e, por isso, aprendi muita coisa, adquiri experiência”.

A experiência vivenciada por Vanessa desde cedo foi o que lhe possibilitou, hoje, colher os frutos de seu esforço. Após a mudança do Paraná para Belém, os cuidados, à distância, para com a filha mais velha, que não se adaptou ao Pará e precisou ficar no estado de origem com os avós, somou-se aos nascimentos de Emanuelle e Rian. De lá para cá, cada amanhecer tem sido em função dos filhos. “Me divido entre o trabalho, a faculdade e eles. Nos momentos livres, faço tudo pra ficar com eles”.

Apesar da rotina intensa do trabalho, cada momento longe das crianças é monitorado à distância. “Ligo o tempo todo para saber do colégio, o que almoçaram e o que estão fazendo”, confessa ela, ao lembrar de onde vem a força necessária todos os dias para cumprir os compromissos. “Para mim, os meus filhos são uma vitória. Eles já estão crescendo e a vontade de crescer (profissionalmente) e dar o melhor a eles é o que me motiva”, emociona-se. “É por eles que batalho muito. Se hoje sou incansável, se fiz um diferencial, é por apenas um motivo: dar o melhor a eles”.

O melhor é o que também dedica aos filhos a educadora física e fisioterapeuta Ana Cláudia Domingues. Preocupada com tudo o que se refere a Victor e Diogo, os cuidados com o bem-estar dos dois vão desde o planejamento da alimentação e a ajuda com os deveres escolares até o enfrentamento do trânsito para a chegada ao colégio. “Foi sempre tudo para eles”.

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O amor incondicional começou ainda na gestação. A expectativa para saber o sexo dos filhos, comum a toda as mulheres, também foi vivenciada por ela. “Eu sempre quis menino. Eu ficava na expectativa, e alguma coisa me dizia que seriam meninos”.

Elementos principais em sua vida, foram os filhos que também lhe proporcionaram os momentos de maior emoção. Depois no nascimento, a experiência que mais lhe comoveu foi a vitória dos filhos que, desde cedo, acompanharam a paixão da mãe pela atividade física e se dedicaram ao karatê. “Eu sempre fico muito nervosa, mas quando o Victor foi campeão brasileiro, em 2010, eu tive uma das maiores emoções da minha vida porque foi uma vitória muito suada. E eu ainda tive a bênção de os dois serem campeões naquele ano”, lembra. “É isso que eles representam para mim, uma bênção”.

Já a emoção proporcionada pela pequena Letícia à universitária Amanda Menezes vem através de seu sorriso. As noites em claro motivadas pelo chamado da primeira filha durante o sono não deixam de causar cansaço, mas apenas um gesto é capaz de aliviar tudo. “Quando eu olho o risinho dela, o cansaço vai todo embora. Fico com todo ‘gás’ para lutar por ela”.

Trinta dias após o nascimento de Letícia, Amanda já teve que retornar às atividades normais. Desde o primeiro dia, durante as aulas na faculdade, o pensamento não desgrudava da filha. As ligações são inevitáveis. “Como ela ficou com a minha mãe no primeiro dia, eu fiquei mais tranquila, mas ligava de dez em dez minutos”.

Passada a sensação inicial de susto de ser mãe aos 20 anos, é difícil encontrar palavras para descrever o amor conhecido há exatos dois meses. “Tá sendo difícil, mas só quem passa por isso sabe como é esse sentimento. Antes a pessoa pode tentar definir, mas só dá pra saber quando se é mãe”, emociona-se. “Eu não imaginava que fosse assim”. (Diário do Pará)

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