Na família Porto, a primeira lembrança está nos palcos. “É a mamãe vestida de hipopótamo na peça ‘Bichinho da Maçã’”, diz Luciana. A memória vai aos tempos de criança quando ela e a irmã, Juliana, dormiam nas coxias dos teatros em que a mãe, a atriz Yeyé Porto, ensaiava e se apresentava. Acordavam no meio da noite e a assistiam em cena. “Naquela época ensaiava-se depois das dez da noite, de madrugada. A gente levava um colchão de casal e colocava na coxia para elas dormirem”, recorda Yeyé do período de ensaios do Grupo Experiência, do qual faz parte até hoje. “Nós criamos nossos filhos nas coxias”, brinca a atriz. Era uma forma de tê-los sempre por perto.
Juliana e Luciana cresceram a observar a mãe dos bastidores e da plateia. E não teve jeito. “Acho que a gente fez teatro porque se encantou com a vida que ela levava”, acredita Juliana. “Elas foram ferradas pelo bichinho da coxia. Ainda mostrei outras coisas pra elas, pra não dizerem que eu só apresentei o teatro”, explica Yeyé. “Nós fizemos de tudo e não gostamos de nada. A gente não ficava muito tempo”, lembra Luciana Porto, de 21 anos. As gêmeas fizeram balé, vôlei, basquete, sapateado, natação. Percorreram infinitas outras atividades, até cogitaram a ideia de cursar outras profissões. No fim, partiram para Brasília e se formaram em artes cênicas. Voltaram para Belém e desde então cuidam, ao lado dos pais, do coletivo “A casa da atriz”, que transforma o lar da família no palco constante para artistas da cidade. E o aprendizado segue alimentado, dia após dia. Leia mais no Diário do Pará
(Diário do Pará)
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