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Feira levou 15 toneladas a Ananindeua e Belém

“Sou um entusiasta do pescado. Acho que a gente tem que comer muito peixe e todos os dias”. Quem via Carlos Amaral deixando o estacionamento da Fundação Tancredo Neves, o Centur, não duvidava de sua afirmação. Nas mãos ele carregava diversos peixes, um de

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“Sou um entusiasta do pescado. Acho que a gente tem que comer muito peixe e todos os dias”. Quem via Carlos Amaral deixando o estacionamento da Fundação Tancredo Neves, o Centur, não duvidava de sua afirmação. Nas mãos ele carregava diversos peixes, um deles tão grande que mal cabia no saco plástico. “Esses aqui vão para os amigos”, contou. Presidente de uma cooperativa de pescadores, ele é frequentador assíduo da Feira do Pescado, realizada pela Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq). E se inspira nessas ações para realizar os próprios eventos da cooperativa. “Montamos feiras populares em bairros da periferia, para garantir o bom abastecimento do pescado. Vale a pena porque incentiva a produção, há variedade de peixes populares, com preços melhores”.

Em Belém a feira ocorreu no estacionamento do Centur e na Ceasa. Já em Ananindeua o espaço destinado ao evento foi o Ginásio do Abacatão. No total, foram ofertadas 15 toneladas de frutos do mar.

Entre os preços baixos estavam o bacalhau desfiado e dessalgado a R$ 23 (o quilo) e o camarão rosa, pequeno e grande, descascado ou não, a R$ 25 (o quilo). O preço do Xaréu com cabeça foi fechado em R$ 4 e a cabeça da Gurijuba a R$ 2. Já a pescada amarela, uma das preferidas do público, era vendida a R$ 18. O caranguejo foi comercializado a R$1 a unidade.

Segundo o gerente ordenamento da Sepaq, Antenor Ferreira, a Feira do Pescado envolve projetos que atendem ao padrão de qualidade e com responsabilidade socioambiental. Como é o caso das ostras produzidas no nordeste paraense e oferecidas de forma inaugural no último sábado. “São oriundas de fazendas marinhas, não vêm do extrativismo. Por isso garantimos as normas sanitárias”, ratificou.

Essa foi a primeira vez que a feira foi montada na véspera do Dia das Mães. A ideia era garantir o almoço mais saudável na mesa dos paraenses, mas mesmo com os preços baixos a procura não atingiu as estimativas, em razão do movimento de comércio com a data comemorativa. O que não significará, contudo, prejuízo, garante Antenor. “O que não foi vendido voltará às empresas e será comercializado em outro espaço”.

A previsão é de que todos os meses, sempre no segundo final de semana, seja realizada uma Feira do Pescado, sempre em locais estratégicos da Região Metropolitana de Belém.

(Diário do Pará)

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