Os casos de dengue no Estado caíram 48%, se comparados os primeiros quatro meses dos anos de 2011 e 2012. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública, divulgados ontem. Os números caíram de 11.620 para 6.042 casos confirmados. Até ontem, a Sespa notificou 16.148 suspeitas, com 10 confirmações de Dengue Hemorrágica, 32 pacientes com complicações e dois se manifestaram como Síndrome do Choque da Dengue.
Os municípios com mais notificações foram Belém, com 2.730; Parauapebas, com 2.117; Marabá, com 1.135; Altamira, com 798; Ananindeua, com 776; Santarém, com 732 e Marituba com 495 casos suspeitos. Em relação aos confirmados, Parauapebas teve 1.184; Belém, 705; Altamira, 466; Santarém, 270; Ananindeua, 264; Marabá, 225; e Marituba teve 222.
O Estado do Pará está reduzindo não só os casos suspeitos, como os casos graves da doença, de acordo com os dados da Sespa. Foram confirmados 32 casos com complicações este ano, contra 143 em 2011, e apenas 10 casos de Dengue Hemorrágica, quando no ano passado foram 32. Já foram confirmados três óbitos por dengue no Pará em três municípios diferentes: um aconteceu em Parauapebas, outro em Altamira e o terceiro em Ananindeua.
Para monitorar quais vírus estão circulando no Estado, a Sespa trabalha com Unidades Sentinelas que coletam amostras de sangue de pessoas com suspeita de dengue. O Laboratório Central do Pará (Lacen) já examinou 150 amostras, das quais 37 resultaram positivas. Os principais sorotipos de dengue que circulam no Pará são os tipos 1 e 4, identificados esse ano.
As ações de vigilância epidemiológica e controle do vetor continuam sendo realizadas pela Coordenação Estadual de Controle da Dengue, em conjunto com as Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde, mesmo com o período de chuvas - a época onde há mais casos da doença - caminhando para o fim. Mesmo com a dengue controlada, o Secretário de Saúde do Estado, Hélio Franco, pede o permanente cuidado da população. “Não podemos relaxar em função da redução das chuvas, porque a dengue é uma doença que acomete pessoas o ano inteiro”, alertou.
(Diário do Pará)
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