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Índios liberam reféns em Tomé-Açu

Índios da tribo Tembé, da reserva de Turé-Mariquita, em Tomé-Açu, liberaram no fim da tarde de hoje (17) as cerca de 15 pessoas que foram feitas reféns dentro na aldeia durante todo o dia. Os reféns eram funcionários da empresa Biopalma. A ação foi uma te

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Índios da tribo Tembé, da reserva de Turé-Mariquita, em Tomé-Açu, liberaram no fim da tarde de hoje (17) as cerca de 15 pessoas que foram feitas reféns dentro na aldeia durante todo o dia. Os reféns eram funcionários da empresa Biopalma. A ação foi uma tentativa de chamar a atenção para os impactos ambientais causados pela pela empresa, que gere, no entorno da aldeia, plantações de palma de óleo para a produção de biocombustível.

De acordo com informações da coordenação técnica da Fundação Nacional do Índio (Funai), no início da madrugada os índios chegaram a bloquear a passagem sobre uma ponte do ramal que dá acesso à Vila Socorro, à empresa e à própria aldeia. Já no fim da manhã, eles teriam liberado a estrada, mas teriam levado para dentro da aldeia os funcionários da Biopalma e os veículos que eles ocupavam - quatro caminhonetes, dois tratores e uma caçamba.

Segundo Juliana Duarte, técnica da Funai, a principal queixa dos indígenas era relativa à poluição da água da região pelos agrotóxicos utilizados pela empresa na plantação. Outra situação denunciada é o avanço da plantação sobre os limites da reserva.

A técnica também explicou que essa não é a primeira vez que os índios reclamam dos danos e pedem compensação pelos impactos ambientais. "Eles já haviam enviado documentos à empresa, relatando os danos e pedindo a resolução do problema, mas até agora não obtiveram resposta", explica Juliana Duarte. A Funai está negociou a liberação dos reféns.

Diálogo

Em nota enviada à imprensa, a empresa afirmou que repudia a ação dos indígenas e que temia pela integridade física dos reféns. A empresa alegaou que mantém com as comunidades indígenas um relacionamento de "contínuo diálogo, orientado pelo compromisso de disseminar a responsabilidade social e ambiental".

Quando às denúncias feitas pelos indígenas, a empresa esclareceu que monitora a água desde dezembro de 2011 com laudos em laboratórios credenciados e que os resultados não indicam qualquer alteração na qualidade da água dos igarapés. Segundo a empresa, os técnicos teriam inclusive compartilhado os estudos com as comunidades envolvidas e com a Funai.

A empresa também alegou que o plantio de palma de óleo é feito exclusivamente em áreas alteradas e possui áreas de preservação permanente e reserva legal.

(DOL)

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