A progressiva queda no registro de casos de dengue no Estado divulgada a cada novo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) chega à população como um alívio, mas não deixa de preocupar. Afinal, manter essa escala de declínio exige de cada um vigilância diária e permanente. Há pelo menos dois anos, a rotina da dona de casa Elizabeth Mendes, 57, repete-se
Preocupada com a saúde da família, ela se esforça para manter o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, bem longe. Atenção com o lixo e com a calha ao redor da casa fazem parte do dia a dia dela. “O lixo só vai pra rua na hora que o caminhão vem passando e o meu marido vistoria a calha com frequência. Todo cuidado é pouco com essa doença, já nem temos planta em casa que é para não correr risco”, afirma a dona de casa, que é incansável quando o assunto é cuidado com a saúde. “Também ficamos atentos à vala de frente de casa.
Todo dia tem que escorrer a água para não empoçar e trazer a doença. O problema são os vizinhos. Se todo mundo tivesse cuidado, não ia ter lugar pra doença”, ensina. Elizabeth, moradora do bairro do Guamá, tem razão. Apesar da diminuição de casos, Belém ainda concentra o maior número de registros do Estado. Desde o início do ano, foram 2.730 notificações e 705 casos confirmados.
Mas no que depender da professora Gizele dos Santos, 27, Elizabeth pode ficar tranquila. Morando com uma tia fascinada por plantas, Gizele garante que em casa não há espaço para o mosquito. As várias espécies mantidas no pátio estão todas em vasos com terra e sem ‘pratinho’ que possibilite acúmulo de água. “Minha tia tem muito cuidado. As plantas são regadas a cada três dias e a água logo escorre. Ter esse cuidado é fundamental para se manter livre da dengue ”, diz. Leia mais no Diário do Pará (Diário do Pará)
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