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Ato pede local para os doentes mentais

Desde 1998 o palacete Faciola, no bairro do Marco, em Belém, deveria ser utilizado para o tratamento da saúde mental. Quatorze anos depois, contudo, o prédio continua em reforma, completamente vazio, motivo pelo qual os usuários do sistema municipal de sa

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Desde 1998 o palacete Faciola, no bairro do Marco, em Belém, deveria ser utilizado para o tratamento da saúde mental. Quatorze anos depois, contudo, o prédio continua em reforma, completamente vazio, motivo pelo qual os usuários do sistema municipal de saúde decidiram protestar ontem pela manhã.

Em frente ao prédio histórico eles tomaram as calçadas e ameaçaram paralisar o trânsito na avenida Almirante Barroso, mas foram desencorajados pelos motoristas que passavam no momento da manifestação. Mesmo assim, o grupo ficou com carro som e faixas reivindicando melhorias no setor. “Nos prometeram esse espaço e até hoje continuamos em unidades alugadas, sem infraestrutura e que não agregam serviços necessários”, comentou Ester Sousa, servidora municipal que atua em unidades de saúde mental. Ratificando a importância deste cuidado ela lembrou que, segundo estatísticas mundiais, cerca de 10% da população necessitam em algum momento de cuidados psicológicos. “Além disso, dependentes químicos também são assistidos pelas unidades. Na Casa AD, por exemplo, só existe um equipamento e ele está quebrado. Os servidores também não têm condições dignas de trabalho. Nossa remuneração e segurança são baixas”, denunciou.

Para Terezinha Silveira, da direção do Movimento de Luta Antimanicomial (MLA), a gestão municipal não se preocupa com a saúde da população. “Belém é campeã de insatisfação dos serviços e em relação aos doentes mentais a situação é ainda pior. Existem milhares de pessoas jogadas na rua, abandonadas, sem família e que não recebem nenhuma assistência”, denuncia. Além disso, os poucos locais que prestam atendimento, ela diz que o fazem de forma precária. “É muito difícil um médico aparecer e quando ele chega falta remédio, materiais, falta tudo”, acrescenta.

O protesto durou cerca de uma hora e atraiu a atenção das pessoas que passavam pela Almirante Barroso. “Não sabia que esse prédio ia servir de posto para doentes mentais, mas acho que é justo. A estrutura está aí se acabando, dia-a-dia, é bem melhor que seja utilizada para algo importante”, disse a estudante Camila Faiçal. (Diário do Pará)

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