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Doações de sangue precisam continuar

De 700 para apenas 100 bolsas e uma redução de 50% no número de doadores. Esse era o cenário do Hemopa até a quinta-feira (17). Ontem, atendendo aos pedidos do hemocentro, a população mostrou que, no meio da correria do dia a dia, ainda é possível encontr

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De 700 para apenas 100 bolsas e uma redução de 50% no número de doadores. Esse era o cenário do Hemopa até a quinta-feira (17). Ontem, atendendo aos pedidos do hemocentro, a população mostrou que, no meio da correria do dia a dia, ainda é possível encontrar espaço para exercitar a solidariedade, doando sangue e ajudando a salvar a vida do próximo.

Pela manhã, a fila de espera no Hemopa só não tinha mais gente do que na sala de doação de sangue. Cerca de 200 doadores passaram pelo hemocentro até o meio dia, um número bem maior do que os 150 que compareceram ao Hemopa durante toda a quinta-feira.

Minele Leão, 23 anos, doa sangue desde os 21. Ontem, ela foi requisitada especialmente para realizar uma doação para alguém que precisava do seu tipo sanguíneo. “É muito bom fazer uma boa ação. A gente nunca sabe quando vai precisar. Eu me sinto satisfeita fazendo bem pra alguém”, diz a doadora. “Eu espero ter ajudado e desejo boa sorte para ele (para o paciente). Espero que se recupere logo”.

O autônomo Ismael Monteiro, 59 anos, também, foi ao Hemopa ajudar a recuperar as bolsas do banco de sangue. Isamael começou a fazer doações desde antes de o Hemopa existir, há 40 anos. Ele já fez mais de 150 doações e ainda se lembra da primeira vez que doou. “Foi no dia 8 de agosto, na faculdade de Medicina”, recorda. Para comprovar a ação, ele coleciona todos os seus registros de doação. “Eu guardo pra mostrar pra os meus netos, meus bisnetos, pra incentivar a doarem também. Eu sei que, se um dia eu vier a precisar, eu vou encontrar ajuda aqui”, fala.

Seu Osvaldo Bellarmino, 73 anos, não pode mais doar sangue por conta da idade. Agora, ele doa seu tempo, sendo voluntário, distribuindo panfletos e recebendo os doadores. “Pra mim, é uma missão, não tem dinheiro que pague”, afirma o senhor que durante 43 anos fez doações de sangue.

Solidariedade pode garantir banco completo

Membros do Conselho Regional de Contabilidade também ajudaram na divulgação da campanha que movimentou o Hemopa. Juciara Farias, assistente social do hemocentro, elogiou a iniciativa da população, mas lembra que são necessários mais dias iguais aos de ontem para garantir que não falte sangue quando alguém precisar de uma transfusão.

“A gente pede que a população não espere nós iniciarmos uma campanha ou divulgarmos na imprensa a necessidade de doar e repor as bolsas. É uma necessidade contínua, todo dia tem gente precisando de sangue”, pediu a assistente social.

O Hemopa ainda não está com o banco de sangue completamente cheio e convida pessoas, independente do tipo sanguíneo, a irem ao hemocentro realizar mais doações. (Diário do Pará)

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