Um olhar mais atento já enxerga as bandeirinhas coloridas tomando os tetos de lojas e o centro comercial de Belém. Em algumas ruas, o barulho dos “estalinhos” e aparatos pirotécnicos também começam a integrar a rotina das crianças no local. Os pais olham as vitrines que exibem roupas caipiras. O cenário é o indício de que a clima de festa junina chegou.
Nos supermercados, um cheiro diferente desperta a curiosidade dos clientes. Em um estabelecimento localizado no bairro do Marco, a barraquinha de comidas típicas mal tinha acabado de ser montada e o público já conferia as delícias juninas, como bolo de tapioca, mingau e vatapá, que estavam à venda.
Para Fátima Souza, aposentada, junho é sinônimo de muitas degustações. “Tem algumas comidas que já são tradicionais dessa época. Meu marido até brinca que, se não for em junho, não tem o mesmo gosto”, explica.
Checando os valores, ela ficou satisfeita em ver que os preços permaneciam razoáveis e decidiu levar uma canjiquinha. “Todo mundo em casa adora e, como é um dos pratos mais trabalhosos, vale a pena comprar aqui”.
MINGAU
Segundo a atendente, os bolos são muito requisitados, mas o campeão de pedidos ainda é o mingau. Uma parada irresistível até mesmo para quem apenas foi comprar um produto. “Não adianta, a gente passa, olha e acaba comprando. É o período em que temos que substituir o pãozinho da tarde pela boa tapioquinha”, brinca o eletricista Fabio Damasceno.
No comércio, os aparatos juninos já estão com espaço garantido. Desde quando inaugurou a loja, Fátima Leite optou por confeccionar parte dos produtos vendidos. A cada época as ofertas mudam e agora, chegando o fim de maio, o clima é de São João. São roupas de quadrilha, acessórios, tudo com a cara do mês mais caipira do ano. “As confecções variam de acordo com o que as escolas pedem. A gente socorre as mães que não sabem onde encontrar as roupas padronizadas”. (Diário do Pará)
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