Cerca de 100 pessoas, entre familiares, amigos e vizinhos das vítimas da chacina de Icoaraci se uniram em um ato ecumênico na noite deste sábado (19).
A concentração aconteceu na rua Padre Júlio Maria, ao lado do Ipamb, local onde o crime aconteceu há seis meses. Vestidos com roupas brancas, carregando cartazes e entoando orações, os familiares prestaram homenagens aos seis jovens mortos de forma cruel.
Carlos Vianna, tio de uma das vítimas, conta que a dor da família é grande, mas o desejo para que a justiça seja feita é maior 'Nós estamos todos aqui tentando nos confortar, apoiar todas essas pessoas que estão marcadas por essa tragédia, porque a dor, só Deus para aplacar. O que fica é a revolta por essa perda brutal, e a busca pela justiça, pela prisão dos assassinos'.
Na próxima semana, os parentes prometem fazer um manifesto com o intuito de chamar a atenção das autoridades e pedir justiça para o caso; questão que segue firme na vigilância de familiares e amigos mais próximos das vítimas que aguardam ansiosos pelo andamento do caso. "No próximo dia 22 vai acontecer a última audiência que vai definir se o caso irá ou não à júri popular" disse Vianna.
Chacina
O crime ocorreu na noite do dia 19 de novembro de 2011 em Icoaraci. Seis adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, foram executados na rua Padre Júlio Maria, por volta das 22h30.
Segundo testemunhas, dois homens chegaram ao local de moto apresentando-se como policiais. Um deles teria ordenado que os adolescentes ficassem de costas, ajoelhados e com as mãos na cabeça para na sequência executar um a um com diversos tiros, todos na cabeça. Cinco das vítimas morreram na hora, apenas uma chegou a ser socorrida, mas faleceu a caminho do hospital.
Os ex-policiais militares, Rosevan Moraes de Almeida e Antônio Luiz Benardino da Costa, são apontados como principais suspeitos da chacina. O Ministério Público Estadual acompanha as investigações e propõe ação penal por crime de homicídio triplamente qualificado.
(DOL)
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