Informações sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região. O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição. Inicia com as listas das espécies do estado do Pará, compreendendo 12 grupos da fauna e 3.813 espécies que ocorrem no território paraense. A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, a categoria de ameaça de extinção de cada espécie. “Queremos atualizar o conhecimento para poder, por meio dos dados, planejar a conservação biológica e o uso da biodiversidade.
A intenção é seguir no mesmo sentido do censo [demográfico] do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que levanta informações sobre a sociedade, usadas pelos governos para planejar políticas públicas de saúde, educação e transporte, por exemplo”, explicou Ulisses Galatti, pesquisador e coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação do Museu Goeldi.
Segundo Gallati, a expectativa é que até o fim do ano o estudo inclua levantamentos de outras instituições que pesquisam a biodiversidade amazônica. “Estamos conversando com outros grupos, como universidades e institutos de pesquisa que atuam na região da Amazônia, para que também forneçam dados oficiais que serão atualizados constantemente”. O censo é uma iniciativa da Coordenação de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Goeldi realizada no âmbito do Programa Biodiversidade da Amazônia, com o objetivo de organizar e tornar público o conhecimento sobre a riqueza biológica amazônica.
(Agência Brasil)
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