A população de Belém e Região Metropolitana atendeu o chamado da Fundação Hemopa para reforçar as doações de sangue e restaurar o estoque estratégico para atendimento satisfatório da rede hospitalar do Estado, que é composto por 218 casas de saúde. Na semana passada, o banco de sangue registrou a maior redução do estoque este ano: das 700 bolsas regulares esse número caiu para 100 unidades, o que provocou a priorização dos atendimentos de urgência e emergência, além do adiamento de cirurgias eletivas (sem risco de morte). Em resposta à convocação feita pelos meios de comunicação, na sexta-feira (18) passada, foram registrados 494 comparecimentos e, no sábado (19), outros 432. Os doadores voluntários atenderam a convocação feita pelos meios de comunicação e garantiram ao banco de sangue 784 bolsas, que vão atender aproximadamente 3.136 pacientes adultos.
A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, assistente social Juciara Farias, elogiou a atitude solidária da população, mas destacou a necessidade de que essa prática seja uma constante e não pontual. “Se todas as pessoas potencialmente doadoras agendassem duas doações de sangue ao ano não haveria insuficiência de sangue na hemorrede brasileira”, revelou, comentando que o tema foi matéria de destaque em um telejornal nacional, no último dia 19, que mostrou a crise de abastecimento em outros hemocentro do país, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Porto Alegre.
Juciara Farias é enfática ao afirmar que a insuficiência do estoque nos hemocentros brasileiros não é problema de gestão. “É uma questão de comportamento. A população tem que criar o hábito da doação voluntária e freqüente. Não basta doar uma única vez. Todos os dias milhares de pacientes no Brasil padecem com a falta de sangue. Esse ato solidário tem que se tornar um hábito, um exercício de cidadania”, ressaltou, destacando a importância da fidelização de doadores.
A regularização do banco de sangue do Hemopa teve o imprescindível apoio dos meios de comunicação. “A imprensa desempenha um importante papel, de responsabilidade social, no incentivo à doação de sangue e outras situações de utilidade pública”, lembrou a assistente social, agradecendo a todos que colaboraram para que o hemocentro elevasse o número de coletas, beneficiando a população usuária dos serviços.
Ela ainda destacou a importância da parceria com a rede hospitalar para aumentar o número de doações de sangue de reposição, que ainda é muito baixo: 19%, quando o ideal seria de pelo menos 50%. A abordagem do corpo clínico junto aos familiares e amigos é de fundamental importância. “Todos nós somos responsáveis pela manutenção do estoque de sangue que ainda não tem substituto. O produto só existe no ser humano, que precisa exercitar a solidariedade continuamente”.
Quem pode doar sangue: Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos; peso acima de 50 kg. É necessário apresentar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sangüínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Quem pode fazer cadastro de doação de medula óssea: Homem ou mulher saudáveis e na faixa de 18 a 55 anos. Necessário portar documento de identidade original e com foto.
Serviço: O Hemopa espera por você na Travessa Padre Eutíquio, 2109. Funcionamento para coleta: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Maiores informações pelo fone: 0800 280 8118. (Agência Pará)
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