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Gravidez na adolescência ainda é alta

A gravidez na adolescência continua preocupando profissionais da saúde e da educação no Pará. Falta de orientação familiar e contato com assuntos como as relações sexuais, considerados delicados por muitos pais, são situações apontadas como predominante n

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A gravidez na adolescência continua preocupando profissionais da saúde e da educação no Pará. Falta de orientação familiar e contato com assuntos como as relações sexuais, considerados delicados por muitos pais, são situações apontadas como predominante na hora de mudar esse quadro. O Estado possui o maior índice de gravidez na faixa etária dos 12 aos 17 anos do país. Enquanto o Brasil possui uma média de 2,8%, no Pará este índice praticamente dobra, chegando a 4,6% de adolescentes grávidas. As informações foram repassadas pela coordenadora estadual de saúde do adolescente da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Vera Canto. Segundo ela, estes índices fazem parte do relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e tem como base o ano de 2011.

A adolescência é um período de transformações físicas e psicológicas que requer atenção. É neste período que as dúvidas e curiosidades tornam-se parte inerente do comportamento humano. Drogas, gravidez, sexo, relações familiares e escola são assuntos presentes no cotidiano destes indivíduos. Com o objetivo de levar informações que possam contribuir com a formação integral dos estudantes da rede pública estadual de ensino no Pará, por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, a Sespa aderiu ao Programa Saúde na Escola (PSE) - ação interministerial que envolve as pastas da Saúde e Educação do governo federal.

No Pará, cerca de 45 municípios fazem parte do programa, que envolve mais de 1.200 escolas atendendo crianças e jovens de 06 à 19 anos. “Tentar reduzir a vulnerabilidade frente às drogas, desenvolvimento físico saudável e até a gravidez precoce é o principal desafio do programa”, comentou Vera Canto, que na tarde de ontem participou do primeiro dia das oficinas técnicas do PSE, que segue até hoje, na sede da Escola de Governo.

Para ela, a escola é uma área institucional privilegiada que pode proporcionar os melhores resultados na parceria entre educação e saúde. “É um espaço para a convivência social e para o estabelecimento de relações favoráveis à promoção da saúde, proteção, atenção e o desenvolvimento da comunidade envolvida no processo”, explicou. Por meio de uma cartilha, entregue aos alunos, as escolas participantes estão conseguindo disseminar informações sobre a vida na adolescência e assuntos que ainda são considerados tabus dentro de casa. “Estamos trabalhando com muitos interiores, onde alguns pais ainda apresentam resistência em relação ao nosso material, por falar sobre a sexualidade, com ilustrações e textos sobre o período da puberdade”, esclarece.

O Estado aderiu ao programa em 2010, desde então está fortalecendo e capacitando profissionais da saúde e da educação para garantir que o programa seja aplicado de acordo com as diretrizes do governo federal. O investimento social na adolescência é estratégico no Brasil e tem sido alvo de várias ações. O país vive o período de crescimento demográfico em que 11% da população na faixa etária de 12 a 17 anos representa mais de 21 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

(Diário do Pará)

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