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Vale cria novas diretorias e amplia atuação

Homenageada terça-feira (22) pela Fiepa com o Prêmio Redes de Desenvolvimento, a Vale, que no ano passado respondeu sozinha por compras de bens e serviços no Pará em volume de R$ 5,6 bilhões – de um total de R$ 6,832 bilhões –, mantém inalterado o seu pla

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Homenageada terça-feira (22) pela Fiepa com o Prêmio Redes de Desenvolvimento, a Vale, que no ano passado respondeu sozinha por compras de bens e serviços no Pará em volume de R$ 5,6 bilhões – de um total de R$ 6,832 bilhões –, mantém inalterado o seu plano de investimentos no Estado. Mais que isso: além de reafirmar o seu compromisso com a implantação da siderúrgica Alpa (Aços minados do Pará), na cidade de Marabá, a direção da empresa anunciou ontem o fortalecimento de sua presença física e institucional no Pará com a criação de duas novas diretorias, ambas com base em Belém.

A empresa, que no final da segunda metade da década de 1990 chegou a funcionar em Belém com um pequeno escritório em sala alugada no centro da cidade, onde trabalhavam apenas três pessoas, sendo duas estagiárias, já projeta duplicar o seu efetivo de pessoal na capital paraense, superando a casa de 400 empregados. Isso vai exigir, inclusive, uma readequação do espaço que ela ocupa hoje e de suas instalações físicas.

Essas informações foram passadas à imprensa, ontem, durante a cerimônia de lançamento do Prêmio Redes, na qual a Vale se fez representar por seus principais dirigentes e executivos no Pará. Do ato participaram diretor global de energia, João Coral, o diretor global de cobre e níquel para a América Latina, Nelcindo Gonsalez, o presidente da Alpa, José Carlos Soares, e ainda o gerente geral de suprimentos na região Norte, Rogério Amaral.

EXPANSÃO
Além das três diretorias que hoje funcionam no Pará, sendo duas delas globais, a Vale vai instalar aqui dois novos cargos de direção. Um, a Diretoria de Implantação de Projetos Siderúrgicos e Logística Sul. Tendo como titular Juarez Sigwalt, essa diretoria ficará encarregada, entre outros projetos, da implantação da Alpa, da siderúrgica de Pecém (Ceará) e do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém. A segunda diretoria será a de Bioenergia. Ainda sem titular designado, ela ficará vinculada à Diretoria Global de Energia, presidida pelo paraense João Coral.

“Essa área é a nossa menina dos olhos”, afirmou ontem João Coral, referindo-se ao biodiesel. Ele descartou, a propósito, a existência de problemas com esse tipo de combustível. Estudos técnicos já comprovaram, segundo o diretor da Vale, que a formação de borra (resíduos) nos tanques dos postos de abastecimento resultam tão somente do manuseio inadequado. “Basicamente, esse problema é causado por sujeira nas instalações”, disse ele, sugerindo como solução o uso de filtros.
O presidente da Alpa, José Carlos Soares, garantiu que, apesar da crise profunda na Europa, nos Estados Unidos e em outros países do mundo desenvolvido, a Vale mantém de pé todos os seus investimentos no Pará – o que inclui os projetos de cobre, a expansão do minério de ferro e a siderurgia. “Então, a perspectiva é nós aumentarmos e até dobrarmos o volume de compras aqui no Pará”, acrescentou.

Sobre a Alpa, José Carlos Soares destacou a obra de terraplenagem, que já foi praticamente concluída e todos os contratos já estão assinados. Os contratados, segundo ele, só estão esperando a ordem para começar a obra. “E essa ordem nós vamos dar assim que estiver implantada a hidrovia do Tocantins”, completou. Sobre a crise que vem derrubando as principais economias do planeta, gerando inclusive um excedente hoje estimado em 530 milhões de toneladas de aço no mercado mundial, José Carlos Soares é taxativo. “A Alpa é uma siderurgia de ponta, altamente competitiva. Logo, ela vai se manter no mercado”, finalizou.

Sinobrás mantém plano de siderúrgica
A Sinobrás, parceira da Vale no projeto de implantação da siderúrgica Aline, na cidade de Marabá, mantém de pé também o investimento, apesar da crise que hoje ameaça o mercado mundial de aço. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente da Sinobrás, Ian Corrêa, ao participar, na Fiepa, da cerimônia em que a empresa foi homenageada com o Prêmio Redes de Desenvolvimento 2011. Ele informou, na ocasião, que a Sinobrás realiza no Pará entre 45% e 47% das suas compras de bens e serviços. “E esse número só não é maior porque faltam ainda fornecedores para atender parte de nossas demandas”, acrescentou.

Ian Corrêa disse que a Sinobrás destina 100% de sua produção para o mercado nacional. Por isso, acentuou, a empresa praticamente não sente os efeitos da crise internacional, a não ser por reflexos indiretos. Atualmente, produz 305 mil toneladas/ano de aço para a construção civil. Desse volume, entre 15% e 17% ficam no Pará. No seu parque industrial, são empregados atualmente cerca de 1.500 trabalhadores diretos e mais 700 terceirizados.

Segundo Ian Corrêa, o único fator que afeta a Aline é a espera, já que a siderúrgica só é viável a partir da implantação da Alpa. “A Aline é o elo seguinte da cadeia (siderúrgica). A Alpa vai fabricar as placas de aço. A Aline vai transformar essas placas em bobinas, que é o produto utilizado pelas indústrias de transformação, assinalou”. A siderúrgica Aline foi projetada com investimento de US$ 1 bilhão e capacidade para produzir um milhão de toneladas de aço por ano.

(Diário do Pará)

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