Pelo menos 70% dos professores das universidades federais do Pará estão em greve. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), 41 das 50 instituições nacionais estão paradas. Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fez um apelo para que os professores suspendam a greve declarada na última quinta, 18.
“Por que a greve neste momento? Nós cumprimos o acordo e as negociações estão em aberto e o pequeno atraso não prejudica a negociação. Não há necessidade de uma greve neste momento”, avaliou o ministro. “O governo cumpriu o seu acordo, o atraso se deve a demora da tramitação no Congresso e a negociação esteve sempre aberta. Não há razões para uma greve em maio de 2012”, reiterou.
No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria que previa um aumento de 4% a partir de março, incorporação de gratificações e reestruturação do plano de carreira para 2013. Uma medida provisória publicada na semana passada garantiu o aumento retroativo a março e a incorporação das gratificações, segundo o ministro. A principal pendência ainda é a revisão do plano, mas Mercadante argumenta que há prazo legal para quessa negociação seja concluída, já que o orçamento de 2013 só será fechado em 31 de agosto.
De acordo com a Andes, até o momento, 41 universidades federais estão paradas, além de três institutos federais. Somente na região Norte, a adesão à greve das universidades federais chega a, pelo menos, 70% do contingente, segundo os sindicatos das categorias.
Na Universidade Federal do Pará, a maior das instituições, o comando grevista estima que 80% dos professores tanto da capital quanto dos campi do interior aderiram à greve iniciada há quatro dias. Atualmente, a instituição tem aproximadamente 1.600 docentes e cerca de 32,1 mil estudantes se graduando.
Além de cobrar o governo federal, os professores da UFPA querem, por exemplo, remuneração integral de quem está afastado para se capacitar e que a orientação de trabalhos, participação em bancas examinadoras e comissões de avaliação sejam computadas como parte da carga horária. Hoje, só se considera a sala de aula.
(Diário do Pará)
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