A 14ª Campanha de Vacinação Contra Gripe, que terminaria amanhã (25), foi prorrogada até o dia 1ª de junho. Desde o dia 5 de maio, os postos de saúde de todo o país disponibilizaram a vacina, sempre das 8h às 17h. Dos 80% estabelecidos como meta, o Pará conseguiu atingir pouco mais de 50%.
Até a manhã de hoje, já foram vacinadas em todo o Estado um total de 512.079 pessoas, sendo 290.294 idosos, 49.556 gestantes, 47.323 trabalhadores da área de saúde e 118.238 crianças. O alvo menos atingido pela campanha são os indígenas, que chegaram a 30% da meta (8.626 vacinados).
Em Belém, a meta também está longe de ser atingida, pois somente 70.350 pessoas foram vacinadas. Este número não chega nem a 40% do objetivo da campanha. Mesmo com um baixo número na capital paraense, os idosos são os que mais foram receberam a vacinação, foram 53.136 que receberam a dose da vacina.
A campanha deste ano tem como lema “Proteger é cuidar”. O Ministério distribuiu para o Pará 2.482.060 milhões de doses da vacina e repassou R$ 3.635.817,55 do Fundo Nacional de Saúde (FNS). Esses recursos foram usados para custear a infraestrutura da campanha, como a aquisição de seringas e agulhas, o deslocamento das equipes e o material informativo distribuído. O objetivo da campanhar é chegar a 981.085 pessoas vacinadas.
EFICÁCIA DA VACINA
Estudos apontam que a campanha anual de vacinação contribuiu ao longo dos anos para a prevenção da gripe nos grupos imunizados, quebrando, por consequência, a cadeia de transmissão para a população em geral.
Em 2011, foram imunizadas 25,1 milhões de pessoas, o que representou 84,1% do público total de 29,9 milhões. Resultado da imunização, já em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados teve redução de 44% - de 9.383 para 5.230.
Estudos demonstram ainda que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% do número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.
REAÇÕES
A vacina não é recomendável para pessoas com alergia à proteína do ovo – usada na fabricação – ou para quem teve reações adversas a doses anteriores. Em casos de doenças agudas e febris ou de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável a busca de avaliação médica. (DOL, com informações do Ministério da Saúde)
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