Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. No Brasil, são mais de um milhão de diagnosticados e estima-se que outros 900 mil pacientes estão sem diagnóstico. Por conta dessa estatística assustadora, a Sociedade Paraense de Oftalmologia (SPO) realiza, no próximo sábado, 26, a campanha Pará contra o Glaucoma, em parceria com o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal do Pará (UFPA).
A ação, que comemora o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma, acontece no Hospital Bettina Ferro, localizado no Campus IV da UFPA, no Guamá, em Belém, das 8h às 14h. A SPO espera atender cerca de mil pessoas. Podem participar paraenses que possuam 40 anos ou mais.
Médicos voluntários realizarão exames gratuitos de tonometria, que verifica a pressão ocular, e mapeamento de retina, para verificar se existe alguma alteração no nervo ótico, responsável pela transmissão do estímulo luminoso ao cérebro. As pessoas diagnosticadas com risco de glaucoma, independente do estágio de evolução da doença, serão encaminhadas para tratamento gratuito (via SUS). Os participantes também receberão material sobre a doença.
A iniciativa conta com o patrocínio da Alcon Brasil, empresa líder no mercado oftalmológico, presente no País há mais de 40 anos, das Lentes Rodenstock e das Óticas Pará e Belém.
Sobre o glaucoma - Frequentemente chamado de “Inimigo Oculto”, o glaucoma é uma doença que provoca danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. Ainda não se sabe ao certo o que causa este dano, mas já foi provado que a elevação da pressão intraocular é um dos principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença. “A doença não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode evitar a perda da visão”, ressalta o presidente da Sociedade Paraense de Oftalmologia, doutor Lauro Barata.
Os tratamentos clínicos à base de colírios podem, em muitos casos, evitar a progressão da perda da visão. Um dos grandes avanços foi a introdução dos colírios de prostaglandinas ao arsenal terapêutico contra o glaucoma.
Algumas pesquisas indicam que cerca de 70% dos pacientes abandonam o tratamento nos primeiros seis meses. Isso acontece porque a doença é assintomática e as pessoas não percebem melhora ou mesmo acreditam que estão curadas. “Colírios de aplicação de apenas uma vez ao dia ajudam a diminuir as chances de esquecimento por parte do paciente e a facilitar sua adesão. Casos mais graves podem exigir tratamento com mais de um colírio ou outros tipos de procedimentos, como o uso de implantes ou cirurgias a laser, ou, ainda, outras intervenções, sempre a critério do médico que acompanha o paciente”, explica Lauro Barata.
A boa noticia é que o glaucoma pode ser detectado em seus estágios iniciais, antes de haver uma perda da visão. De qualquer forma, o melhor tratamento é a prevenção. Quanto antes for diagnosticado o glaucoma, maiores são as chances de evitar a perda da visão.
Serviço:
Campanha Pará contra o glaucoma
Dia: 26 de maio de 2012, sábado
Horário: das 8h às 14h (todos as pessoas que receberem senha serão atendidas)
Local: Hospital Universitário do Pará Bettina Ferro, na UFPA - Avenida Perimetral s/n – Bairro: Guamá
Mais informações: (91) 3222-8414 ou 3201 7921
(Ascom Ufpa)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar