Moradores da vila Cajazerias, na Br- 230, conhecida como Transamazônica, mantêm fechado o quilômetro 76 da estrada, no trecho que liga Marabá ao município de Novo Repartimento. Os moradores da localidade próxima ao município de Itupiranga cobram do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o asfaltamento do trecho que liga os dois municípios e que estaria em péssimas condições.
Os manifestantes já haviam fechado a estrada por alguns dias na semana passada. Na sexta-feira (18) o trecho foi liberado depois que os moradores foram recebidos pelo DNIT, que prometeu a realização das melhorias reivindicadas informando que o órgão só estava à espera da licitação das obras para asfaltar o trecho.
Nesta terça-feira (22), porém, os moradores voltaram a interditar o trecho, cobrando que o órgão faça, pelo menos, a recuperação do trecho da estrada. Segundo Miguel Cunha, do movimento Pró-Transamazônica, "se pelo menos o DNIT trouxesse as máquinas e desse início à recuperação do trecho não seria preciso interditar a estrada e nós aguardaríamos pelo asfalto", sinalizou.
O trecho que precisa de asfaltamento cobre uma extensão de 190 quilômetros, entre Marabá e Novo Repartimento.Quem precisa passar pelo local está sendo obrigado a fazer o desvio pela chamada "estrada velha" - um trecho da Transamazônica que deixou de ser utilizado depois que o atual trecho foi inaugurado. Tanto a estrada nova quanto a estrada velha estão em péssimas condições para o tráfego de veículos. Inclusive, o trecho interditado pelos moradores costuma ficar inutilizado no período do inverno.
Os motoristas que precisam seguir viagem pela Transamazônia, partindo de Belém, podem fazer o desvio através do município de Goianésia (PA-263), depois seguir por dentro de Tucuruí, pegando a BR- 422 até Novo Repartimento, para daí ter acesso à BR-230. Para quem vem do município de Marabá, a alternativa é tentar o desvio pela estrada velha.
O Dnit afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que já conversou com a população da região, que teria compreendido que é impossível realizar as obras antes do mês de julho. Segundo o órgão é preciso licitar a realização da obra e as chuvas na região também impedem que seja feito qualquer seviço no momento. "A partir de julho, no máximo, as obras serão iniciadas", explicou a assessoria.
(DOL, com informações da sucursal de Marabá do Diário do Pará)
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