A presidenta Dilma Roussef, em versão drag queen, marcou presença na 7ª Passeata da Diversidade dos Direitos GLBT de Marituba. Mais de 10 mil pessoas compareceram ao evento, que marca a luta pelo respeito às diferentes orientações sexuais. Um trio elétrico com show da banda Portal do Melody e dos dj’s Alan Lins, Sapinho e TAZ animaram o domingo. Com o tema “Xô preconceito, sim diversidade”, a passeata foi organizada pelo Instituto de Combate e Descriminação Geral do Município de Marituba.
O presidente da instituição, Silvio Santos, lembrou que o que parece uma grande festa tem um propósito bem definido. “Estamos hoje exigindo do poder público uma coordenação municipal de livre orientação sexual para dar apoio às famílias e pessoas que sofrerem preconceito por causa de sua opção sexual”, explica.
O Governo do Estado também apoia a causa que já acontece em 33 municípios paraenses. “O Governo tem ajudado todos os movimentos LGBT no Pará, porque vê a importância de em cada município os direitos serem reivindicados”, afirma o Coordenador Estadual de Proteção à Livre Orientação Sexual, Samuel Sardinha.
Letícia Hungria, homossexual, participa da passeata há três anos. “É importante a gente participar para defender nossa liberdade e apoiar o movimento”, justifica. Para Caio Oliveira, a ideia é lutar por direitos. “Estamos aqui para reivindicar nossos direitos”, conta.
MARCHA DAS VADIAS
Mulheres, jovens de todas as idades e homens vestidos com roupas femininas participaram da 2ª Marcha das Vadias. O evento, que foi realizado na manhã de ontem, saiu da escadinha da Estação das Docas e percorreu a avenida Presidente Vargas até a Praça da República, em frente ao Teatro da Paz .
O objetivo da marcha é pedir reflexão da sociedade para as disparidades existentes entre homens e mulheres. Cerca de 600 pessoas participaram da caminhada, que esse ano tinha o tema “Lugar de mulher é onde ela quiser”.
“Precisamos fazer com que as pessoas entendam que as mulheres podem dar o rumo que quiserem à sua vida, sem que a sociedade interfira”, disse Eliene Abreu, coordenadora da marcha.
Segundo dado divulgado pelo Mapa da Violência, no início do mês de maio, o Brasil é o sétimo país em que mais existem casos de violência contra a mulher. A cada cinco minutos uma mulher é espancada ou sofre assédio sexual. A cada uma hora, 220 mulheres são obrigadas a ter relações sexuais forçadas.
O ato foi realizado simultaneamente em algumas capitais do Brasil. O evento faz parte do calendário nacional do combate à violência contra a mulher.
(Diário do Pará)
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